EDP Distribuição aposta no reforço da floresta no Distrito de Castelo Branco

EDP Distribuição aposta na proteção da floresta em Castelo Branco

Os trabalhos de constituição de faixas de gestão de combustível, que representaram um investimento na ordem dos 179 mil euros, já foram realizados nos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Proença-a-Nova, Sertã, Vila Velha de Rodão, Oleiros e Vila de Rei

Lisboa, 15 de julho de 2019 – A EDP Distribuição procedeu à constituição e renovação das faixas de gestão de combustível junto às linhas elétricas aéreas de Alta e Média Tensão no distrito de Castelo Branco, nos espaços florestais previamente definidos nos Planos Municipais da Defesa da Floresta Contra Incêndios, com o intuito de garantir a melhoria da qualidade de serviço e a segurança da rede elétrica.

Esta intervenção representou um investimento na ordem dos 179 mil euros.

Os trabalhos de limpeza da vegetação decorreram desde o início do ano nos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Proença-a-Nova, Sertã, Vila Velha de Rodão, Oleiros e Vila de Rei.

A intervenção foi realizada ao longo de 53 km de linhas de Alta Tensão e de 197 km de linhas de Média Tensão. Atualmente estão em curso os respetivos trabalhos nos concelhos da Covilhã e do Fundão.

Até ao final de 2019, a EDP Distribuição vai investir, em todo o país, 11 milhões de euros em ações de inspeção e de intervenção nas zonas de proteção e nas faixas de gestão de combustível junto às linhas de distribuição de eletricidade. Deste montante, 8,8 milhões de euros estão relacionados com a gestão e limpeza da vegetação em torno das linhas de eletricidade e 2,2 milhões de euros em inspeções. O reforço do investimento face a 2018 (cerca de 33%) está associado ao aumento do número de Planos Municipais de Defesa de Floresta Contra Incêndios aprovados, a par da subida dos preços destes serviços desde os incêndios de 2017.

Desde 2008, a empresa já investiu um total de 72 milhões de euros na segurança das infraestruturas, com impacto direto na defesa e proteção do património florestal.

Gabinete de Comunicação da EDP Distribuição:

comunicacao@edpdistribuicao.pt

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Ataque de hackers ao nosso E-mail

Um poderoso ataque foi desferido esta madrugada ao nosso E-mail principal que foi usado para diferentes mensagens enganadoras.

De momento, a MEO tenta desbloquer o E-mail, para posteriormente se alterarem passwords, etc.

Entretanto, agradecemos que qualquer contacto seja efectuado pelo E-mil: jornaldeoleiros@gmail.com

Agradecemos a todos que nos contactaram, avisando da situação. Lamentamos o incómodo.

Director

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Combate aos fogos florestais na ordem do dia

O candente problema do combate aos fogos tem sido tratado intensamente pelo Governo, com o apoio das Câmaras e de organismos criados, havendo motivo para aplaudir o muito já feito e acentuar a necessidade de continuar no mesmo rumo, mobilizando todos os interventores, nomeadamente as Câmaras municipais.

. Aviões de combate

  • O Tribunal já levantou a suspensão destes meios, estando assim completo o dispositivo de combate.

. Abrigos nas Aldeias

– Foram já criados cerca de 1500 Abrigos nas aldeias mais vulneráveis, nas 1909 assim consideradas.

. Oficiais de segurança local

  • Existem já 1 507 Oficiais de segurança local.
  • Das 400 empresas afectadas pelos fogos, 375 já possuem projectos aprovados para a recuperaação da actividade e emprego. O montante afectado é de 131 milhões de euros.
  • . Problema que subsiste
  • – De acordo com o Observatório Técnico Independente, as queimas e queimadas continuam a ser o maior problema. Urge acompanhar essas actividades e intensificaar a formação local.
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Agustina Bessa – Luís, breves notas

Agustina Bessa-Luís: “Sou perigosa porque conheço profundamente a natureza humana”

  • Com a devida vénia a Andreia Azevedo Soares, in Público

Recuperamos, por ocasião da notícia da morte de Agustina Bessa-Luís, esta entrevista originalmente publicada a 28 de Junho de 2004

  • Homem abusou do filho menor em frente a várias pessoas numa praia

  • “São nucas, senhor, são nucas”: as “paisagens humanas” de Rodrigo Roher

Nessa altura, o historiador António José Saraiva já antevia a sua ordem de grandeza: “Agustina será reconhecida quando, com a distância, se puder medir toda a sua estatura, como a contribuição mais original da prosa portuguesa para a literatura mundial. Ainda está demasiado perto de nós para que possamos desenhar o contorno do seu esplendor, que, como acontece em todos os casos de genialidade pura, é ainda invisível a muito dos seus contemporâneos”.

Hoje, Agustina tem mais de 50 livros publicados e 81 anos de idade. Aos 12, já tinha descoberto que era uma grande escritora. Não precisou da vantagem do tempo para avaliar o alcance da sua escrita. Uma sucessão de prémios acabariam por, nas décadas seguintes, reiterar esta certeza. “Eu já era a heroína da minha turma, escrevia todas as redacções. Isso já me dava alguma consciência da minha condição de escritora”, confessa Agustina nesta entrevista ao programa “Diga Lá, Excelência”, um projecto da Rádio Renascença em colaboração com o PÚBLICO que, aos domingos, é exibido no canal :2 da RTP. Além dos prémios literários – e do Nobel que lhe falta -, Agustina discorreu ainda sobre as fronteiras entre a escrita comercial e elitista, a sua relação com Portugal e o rótulo que ganhou de “mulher perversa”. “Não me acho perversa. Sou capaz de todas as composições que a natureza humana permite. Mas daí à acção vai uma distância muito longe”, esclarece.

PÚBLICO – Tem medo de deixar de escrever?

AGUSTINA BESSA-LUÍS – Nunca me ocorreu isso. Primeiro, não tenho medo de nada, excepto dos silêncios que podem ocorrer numa entrevista como esta. E quem tem medo de morrer… enfim, era melhor não nascer.

É sinal de coragem não ter medo de nada?

Sim. É acima de tudo uma coragem que já está na nossa natureza genética, já herdamos este tipo de comportamento. É que não adianta nada ter medo ou não da morte. Nós todos morremos, mais tarde ou mais cedo. Ainda não se inventou um ser humano que possa durar 500 anos. Então temos que enfrentar e trabalhar como se fosse sempre o primeiro dia.

Perguntámos-lhe sobre o medo de deixar de escrever e acabou por falar da morte…

Sim, porque, para mim, há uma relação profunda. Porque escrevo enquanto vivo. Houve um escritor nórdico que, duas horas antes de morrer, ainda escreveu versos. E versos admiráveis.

Há quem diga que a escrita é uma forma de alcançar a imortalidade

Não acho. Isso é tão vago. Porque 50 anos depois podemos estar completamente esquecidos. São outras gerações que vêm e que têm as suas preferências, a sua própria cultura.

Não a inquieta a possibilidade de daqui a 50 anos ninguém a ler?

Não, absolutamente nada. Espero nessa altura não me impressionar com isso.

Escreve por necessidade, impulso ou obrigação?

Por dom natural. Nasci escritora e tenho o gosto da escrita. Depois vem a relação com o público e com todos estes fantasmas que são as memórias.

Mas como funciona isso? Vai na rua e apetece-lhe escrever?

Nem tanto. Vejo um papel em branco e apetece-me escrever. Muitas vezes sinto isso até quando vejo a folha de rosto dos livros com muito espaço em branco. E quase sempre apetece-me escrever mais do que um autógrafo.

Utiliza as pessoas como matéria-prima da sua escrita?

Não. Acho que isso, de uma certa maneira, é uma traição. Nunca escrevo sobre pessoas que conheço, que estão próximas ou que são da minha geração (ou pelo menos contemporâneas).

Quem foi a sua última musa? A última inspiração veio de onde?

Era bom que eu recordasse o último livro que escrevi. A última musa foi Dostoievski, que é uma figura protectora e presente durante toda a minha vida. A literatura russa teve, de resto, uma grande influência sobre mim.

Porquê?

Porque era mais densa e porque preenche mais o imaginário de cada um. E também porque tem muito a ver com o temperamento português, entre o místico e o extravagante. O português reage à literatura russa talvez como nenhum outro europeu.

Sente que o país a trata bem?

Sim, mas também nunca tive grande preocupação com isso. Lembro-me do meu irmão dizer, quando comecei a escrever, que se estivesse na América seria rapidamente célebre. E eu dizia que felizmente isso não acontece. Porque é muito importante a dificuldade. É preciso sentir que não é fácil escrever – como não é, de resto, fácil viver. O [escritor] Ferreira de Castro dizia que era preciso ter cuidado com o êxito fácil. E é um bom conselho.

Acabou de ficar com o rótulo de perversa. As pessoas falam sobre isso quando se encontram consigo na rua?

Todos nós somos perversos à medida que nos vamos civilizando e pondo de parte uma naturalidade.

Como nasceu esta imagem de perversa? Foi uma construção dos jornalistas ou teve uma participação nisso?

Não sei de onde veio. O que sei é que se tornou muito fácil aceitar este rótulo, porque depois é fácil compor a personagem à volta dessa imagem.

Reconhece-se neste rótulo? Acha-se perversa?

Não, de maneira nenhuma. Sou uma pessoa pacata, comodista. Uma pessoa comodista nunca pode ser perversa, a não ser na imaginação. Sou capaz de todas as composições que a natureza humana permite. Daí à acção vai uma distância muito longe.

Os artistas costumam queixar-se de falta de apoio do Estado, de serem mal amados. Também acha?

O literato foi sempre equiparado ao malabarista ou à pessoa que é chamada para entreter um público. O escritor que não tenha esta característica não é exactamente o escritor aceite e querido. Lembro-me de um pintor português, o [Henrique] Medina, que pintava retratos de pessoas célebres. A certa altura foi chamado a Hollywood para pintar mulheres do cinema e fez uma incursão na Argentina. Veio de lá muito decepcionado porque na Argentina era chamado para pintar as grandes damas e os grandes senhores, que persistem numa sociedade conservadora. Só que veio decepcionado porque tinha de comer com os criados, a vida dele era toda equiparada à da fauna menor da grande casa. Isso, se calhar, não acontece em Portugal, mas a mentalidade lá está. Um escritor recebe uma coroa de pedras falsas de vez em quando, mas a verdade é que ainda é considerado uma figura menor na sociedade.

Sente isso em Portugal?

Não é em Portugal, é no mundo inteiro.

Mas isso é porquê? As artes não são essenciais à vida?

Sim, mas não são perigosas. E quando são panfletárias, entra a polícia.

Não tenta ser uma mulher perigosa?

Sou uma pessoa perigosa, não diria uma mulher perigosa. Sou perigosa na medida em que conheço profundamente a natureza humana. E isso é um perigo.

* Algumas das mais de 50 obras de Agustina Bessa – Luís

O poço e a estrada

O poço e a estrada

As estações da vida

As estações da vida

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Inserimo-nos no esforço de prevenção em Portugal

O presente trabalho que pode verna íntegra clicando no link, pretende apenas ser uma contribuição, sempre em actualização e, certamente não exaustivo.

Acreditamos que é em nossa casa que começa a prevenção e, os nossos actos e gestos são também determinantes.

KIT DE SOBREVIVÊNCIA PRÉ e PÓS TREMOR de TERRA DESTRUTIVO

Os tremores de terra acontecem, Portugal está numa das primeiras linhas dessa possibilidade e passaram já cerca de 150 anos do tremor de terra que nos atingiu com maior dimensão (foi destrutivo e ampliado pelas condições na altura).

As coisas melhoraram, mas nunca serão suficientes.

Acções

. Durante o tremor de terra:

. Proteja-se o melhor possível, tampos de mesas fortes, ombreiras de porta são locais com alguma segurança.

Sobreviveu.

Ainda bem.

Agora é preciso continuar a sobreviver e não vai ser fácil.

O que deve ter preparado previamente:

. Rádio a pilhas e pilhas de reserva; (Essencial)

.Lanterna(s) e pilhas de reserva;

. Água potável (aproveite algumas garrafas e ou garrafões e tenha-os cheios de água;

. Comidas enlatadas, bolachas (tenha em conta que não terá meios de aquecimento);

. Reservas de alimentos para animais (caso os tenha).

( Tenha em conta o comportamento dos animais em pânico, gato não é igual a cão, por exemplo).

. Kit de primeiros socorros mínimo, alguns comprimidos vulgarmente utilizados no dia-a-dia;

. Dependendo da altura da sua casa, uma corda forte e suficiente, não é uma má ideia;

. Não utilize elevadores;

. Não acenda fósforos, isqueiros, são vulgares as fugas de gaz;

. Uma mochila de roupa essencial é importante;

Que fazer depois:

. Seleccione previamente quem é importante para Si (tenha em conta que provavelmente não terá comunicações telefónicas)

. Estabeleça pontos de encontro alternativos e não vá procurar (até às x horas, encontramo-nos em tal sítio, após esta hora outro local etc, e, procure estar acompanhado sempre;

. Afaste-se do mar, pode haver tsunami, vá para zonas elevadas o mais possível;

. Não entre em pânico;

Fácil

Decisivo

Os primeiros 2 a 3 dias são de caos, depois, a vida vai-se retomando a caminho da normalidade que pode demorar anos a ser atingida.

Boa sorte, mas organize-se.

Trabalho particular, seguindo conjunto vário de contribuições de entidades, sempre sujeito a melhorias e evoluções.

PF, Jan, 2018

SERVIÇOS NACIONAIS DE URGÊNCIA

112 Número de Emergência Nacional
808 24 24 24 Saúde 24
808 250 123 Linha de Emergência de Intoxicações
117 SOS Incêndios
800 202 148 Mulheres Vitimas de Violência
808 222 002 Linha Sexualidade
800 266 666 Linha Sida
213 433 333 Criança Maltratada
217 931 617 SOS Criança
1414 SOS Droga
213 952 143 SOS Grávida
800 202 669 Centro SOS, Voz Amiga
800 203 531 Linha do Cidadão Idoso
808 200 204 Linha SOS, Estudante
800 202 013 Narcóticos Anónimos
217 162 969 Alcoólicos Anónimos
214 401 919 Centro de Busca e Salvamento Marítimo
118 Serviço de Informações

Nota: Pode imprimir com imagens a partir do link abaixo

KIT DE SOBREVIVÊNCIA PÓS TREMOR de TERRA DESTRUTIVO

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PROFESSORES

EDITORIAL

Quero expressar o meu máximo respeito por uma classe a quem reconheço (globalmente) enorme influência na formação de um país, dos jovens que são esse futuro, respeito ainda o esforço que muitos fazem diáriamente, incluindo deslocações enormes, privação de contacto familiar estreito e normal.

Muitos dos meus Amigos são professores e orgulho-me disso, especialmente pelos que perceberam que a luta de uma classe não pode nem deve ser instrumentalizaadaa pelo braço armado de um Partido, concretamente pela Fenprof e por um homem que ignora e não se preocupa com o futuro do país, refiro-me é bom de ver a Mário Nogueira, esse profissional da desestabilização social.

Tudo isto para Vos dizer que reconheço a essta e muitas outras classes a necessidade de melhoria nas condições de vida e de trabalho. Mas…

Mas, não à custa do país global.

O Governo cumpriu o que disse e foi além disso.

Comprometeu-se a descongelar carreiras, não a pagar descongelamentos aplicados por quem agora teve a triste figura de “fazer de conta que apoiava os professores“, pensando apenas no seu voto potencial.

Mas o Governo foi além do compromisso, descongelou e criou condições para a devolução de quase três anos desse descongelamento, fazendo-o como devia a outras categorias profissionais que não deviam ser ignoradas.

Fê-lo com coragem, arriscando a voracidade suicida de Partidos como o PSD e o CDS, completamente desorientados pela possibilidade de continuarem a minguar no número de militantes e de votos, temendo anos de oposição.

O populismo não compensa e, por isso, desmascarados claramente, dão o dito por não dito e voltam ao início, vitimando duplamente os professores que devem agora pensar sériamente em substituir quem os representa tão mal, procurando no futuro não ser instrumentalizados.

PF

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Notre – Dame perda imensa para a humanidade

O incêndio q
THOMAS SAMSON / AFP

. Bombeiros lutaram árduamente

De acordo com o Le Figaro, o incêndio, cuja gravidade está por determinar, teve origem num andaime localizado junto ao pináculo da Catedral de Notre-Dame, um dos monumentos históricos mais visitados da Europa.

A catedral estava a ser alvo de renovações, estando várias secções sob andaimes para se procederem a trabalhos de restauração.

Ao diário francês, André Finot porta-voz da catedral, informou que o fogo foi reportado às 18:50 locais (17:50 em Lisboa), tendo o edifício sido evacuado.

Para o local foram mobilizados cerca de 400 bombeiros e foram usados 18 canhões de água para combater este incêndio.

Um dos bombeiros ficou gravemente ferido, segundo relatos da agência Reuters bem como dois polícias, estes com menor ravidade.

Nas imagens e vídeos captados é possível ver as chamas a deflagrar no topo desta catedral em estilo gótico, com uma enorme coluna de fumo a elevar-se sobre a cidade.

O efeito prolongado do fogo já afetou toda a estrutura do teto e levou, inclusive, à queda do seu pináculo, estando a alastrar-se para o interior do edifício. “Não restará nada da estrutura (do teto), que data do século XIX de um lado e do XIII do outro“, lamentou Fino

As autoridades no local temeram não ser capazes de conter o fogo a tempo de impedir o colapso da estrutura principal, incluindo o campanário norte.

No entanto, o comandante da brigada dos Bombeiros Sapadores de Paris, general Jean-Claude Gallet, garantiu ao canal de televisão BMFTV que esta tinha sido “salva e preservada”. “Podemos considerar que as duas torres do campanário norte de Notre-Dame foram salvas”, disse Gallet, acrescentando que “a estrutura de Notre-Dame foi salva no seu todo”.

O incêndio está “totalmente extinto“, anunciou esta manhã a brigada de bombeiros da capital francesa, após várias horas de combate às chamas.

Incêndio na Catedral de Notre-Dame: O que se sabe até ao momento
Incêndio na Catedral de Notre-Dame

O incêndio está já foi extinto, comunicou o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Paris, o tenente-coronel Gabriel Plus, horas depois de relatar que o fogo estava “completamente sob controlo”, mas “parcialmente extinto” com “incêndios residuais para extinguir”.

“O fogo foi extinto na sua totalidade. Agora, esta fase é dos especialistas”, declarou numa conferência de imprensa em frente à catedral.

A mesma fonte referiu ainda que os serviços de emergência estão atualmente “a examinar o movimento das estruturas e a extinguir os focos residuais” e que centenas de bombeiros vão continuar a trabalhar todo o dia.

Vão também ser retiradas algumas obras de arte do local com a ajuda de especialistas.

Foi uma corrida contra o tempo para tentar salvar o património artístico e religioso de valor incalculável que se encontra guardado nas suas instalações, sendo que se sabe que, do seu espólio, a Coroa de Espinhos, uma relíquia católica que só raramente é exposta em público, e a túnica de São Luís, foram recuperadas.

  • Com Agências e SAPO
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Bombeiros Voluntários de Oleiros elegem nova Direcção

Empossados órgãos sociais dos Bombeiros Voluntários

. Albino Caldeira reeleito

Os novos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros 2019/2021 tomaram posse no dia 8 de abril pelas 19 horas, na sede desta Associação. Depois de realizado o ato eleitoral no passado dia 16 de março, a direção eleita por maioria, será composta por Albino Caldeira como presidente, e por Armindo Lopes e Paulo Urbano como Vice-Presidentes, o secretário Filipe Mendes, o  secretário adjunto Paulino Mendes, o tesoureiro António Jorge Antunes, e os vogais Filipe Bártolo, José Luís Barata, Filipe Domingues, Francisco Ventura, David Caldeira e Cristina Garcia.

Por sua vez, a Assembleia Geral é composta pelo Presidente José Santos Marques, o Vice-Presidente Ataíde Garcia Guerra, o secretário José Luís dos Santos, o 1º suplente João André Marques e o 2º suplente Francisco Domingues. O Conselho Fiscal é composto pelo Presidente Nuno Ferreira, o Vice-Presidente Pedro Custódio, o secretário relator Duarte Domingues, o 1º suplente Ana Maria Garcia e o 2º suplente Alino Domingues.

O atual Presidente da Direção, Albino Caldeira começou por dizer que a eleição não é um regozijo uma vez que se candidatou apenas uma lista. Acrescentou que, a obra de remodelação do quartel em princípio será concluída na próxima semana, mas que há no entanto, uma segunda fase que considera necessário ser acompanhada por toda a equipa que foi agora reeleita. Albino Caldeira sublinhou ainda que é “com a mesma vontade e com a mesma força de há três anos atrás, que vamos dar seguimento a esta obra e foi realmente isso que me levou a aceitar esta reeleição. (…) Eu não posso prometer mais nada. Penso que aquilo que era prioritário foi feito, contudo a nossa segunda prioridade são agora os arranjos, a requalificação da parte exterior e deixo aqui também a grande necessidade que temos de um novo autotanque.” Num longo discurso, o Presidente da Direção terminou com um grande elogio ao Comandante Luís Antunes e a toda a sua equipa que são o pilar desta associação.

Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal, Fernando Jorge, demonstrou o agrado com que vê esta reeleição, destacando o trabalho que tem sido feito pelo Presidente da Direção da AHBVO e demonstrando o apoio da Câmara Municipal para com esta que é a “instituição mais prestigiada do concelho“.

Bombeiros de Oleiros

Bombeiros de Oleiros

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Pinhal Interior, um livro que vale a pena

Um livro sobre o Pinhal Interior por quem lá escolheu viver (e quer mostrar o porquê)

Um grupo de jovens da região Centro vai lançar um livro com uma outra perspectiva sobre o interior de Portugal, que se desdobra entre práticas de sustentabilidade e um guia de viagens para descobrir lugares selvagens no Pinhal Interior

Na primeira parte do livro bilingue, que já está em pré-venda, o grupo aborda os erros que contribuíram “para as questões ecológicas” que hoje são colocadas, tanto a nível local, no interior do país (recorrentemente assolado pelos incêndios), como à escala global.

obra, que contou com a participação de jovens residentes na região e de uma equipa de design e fotografia da Holanda, explora também “soluções e práticas regenerativas e circulares” que podem ser aplicadas por forma a criar-se “um futuro mais sustentável e um habitat seguro para humanos e animais selvagens”.

Já a segunda parte é dedicada a um guia de viagens pelos “lugares selvagens que ainda existem na região do Pinhal Interior”, onde são apresentadas cascatas, “piscinas paradisíacas, rios rochosos e outros lugares onde as pessoas ainda podem ter uma ideia do que é a natureza selvagem”.

Apesar de na região haver várias praias fluviais, o livro procura fugir desses lugares “domesticados” e mostrar piscinas e cascatas naturais ainda selvagens.

“Além da urgência de reordenar o nosso planeta e paisagens”, o grupo aponta para a necessidade de se criar uma ligação “mais profunda” com o ambiente natural, para que possa ser protegido e conservado, refere a nota de imprensa.

PÚBLICO -

No âmbito desse guia, são apresentadas propostas de itinerários de viagens de quatro dias por alguns dos lugares favoritos destes jovens.“Se nós queremos estabelecer uma relação mais harmoniosa com o ambiente natural, precisamos de nos conectar com a natureza a um nível emocional mais profundo.

Nós só podemos proteger o que amamos. Por um lado, este livro é um convite às pessoas para descobrir áreas selvagens que permanecem no Pinhal Interior. Por outro lado, é também importante compreender o impacto do nosso comportamento destrutivo”, afirmou à Lusa Lynn Mylou, um dos membros do projecto.

A jovem holandesa, a viver no concelho de Arganil, salienta que os incêndios, cheias e temperaturas extremas “são apenas expressões da natureza de que se criou um desequilíbrio severo no ecossistema”. Nesse sentido, o livro procura chamar a atenção para esses problemas, querendo, acima de tudo, ligar as pessoas à natureza, “idealmente, com o mínimo de distracções possível”.

O livro está já disponível para pré-venda online (15 euros). Para além do livro, o projecto Wildlings, que contou com financiamento do Fundo Ambiental, desenvolveu também uma série de vídeos sobre jovens que optaram por trocar o ambiente urbano pelo meio rural, na região do Pinhal Interior, no centro do país.

  • Com Público.
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Moçambique, uma tragédia aterradora

Moçambique: “Atenção que vem aí a malária, as febres e as diarreias”

. O mundo envolve-se nesta tremenda crise e, naturalmente, Portugal mobiliza todos os meios.

. Tragédia é demasiado grande, as consequências são tremendas

. Colheitas foram destruídas

Carlos Serra explica que a equipa de coordenação da ajuda humanitária moçambicana está a preparar um barco com roupa e alimentos não perecíveis que partirá de Maputo na sexta-feira em direcção à Beira. A ajuda só chega ao destino na semana que vem.

Tem experiência com fenómenos climatéricos extremos, ou não tivesse a sua vida profissional começado com as grandes cheias de 2000. Mesmo assim, Carlos Serra, membro da equipa que está a coordenar a ajuda humanitária moçambicana para a Beira, garante que nunca viu, nem ouviu falar de um caso semelhante no seu país. “Nos meus 45 anos não me recordo nem de ter ouvido falar nem de ter presenciado, nada desta natureza”, diz ao PÚBLICO. “Hoje mesmo estive com pessoas que vieram da Beira e a descrição que eles fazem daquela madrugada é qualquer coisa de assustador.”

  • Moçambique: número de mortos devido ao Idai sobe para 354

Publicou um vídeo nas redes sociais a pedir donativos para serem enviados para a Beira de barco desde Maputo.
Como não conseguimos fazer chegar a ajuda humanitária via terrestre e o transporte aéreo tem as suas limitações e custos, pensámos nesta solução e foi no momento certo, porque um dos nossos parceiros é o porto de Maputo, que tem tido um papel muito importante no contexto da solidariedade e da responsabilidade social, que disponibilizou de imediato as instalações, onde temos montado toda a componente de armazenamento, triagem, separação e empacotamento antes de ir para os contentores. E um dos parceiros do porto, ligado à marinha mercante, disponibilizou as embarcações para o transporte marítimo até ao porto da Beira. Onde temos o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades pronto para receber todos os bens doados.

Já recolheram muitos donativos até ao momento?
Vi várias carrinhas chegar carregadas de mantimentos, que anunciámos como prioritários numa situação de auxílio à emergência. Muita água engarrafada. Garrafões grandes de cinco litros, temos muitos alimentos não perecíveis, quantidades significativas de farinha, de arroz, temos também roupa e começam a surgir algumas coisas muito importantes, designadamente redes mosquiteiras.

Quando é que o barco poderá estar pronto para partir?
Nós vamos continuar depois, mas esta primeira operação tem de estar concluída na quinta-feira, porque a previsão de partida do barco é sexta-feira, sendo necessário aproximadamente 36 horas de viagem até à Beira.Media player poster frame

Isso quer dizer que a ajuda só estará disponível na próxima semana?
Sim, contando com a retirada. Mas é importante também ter em consideração a ajuda que está a chegar através de outros meios. Além disso, vai ser necessária muita ajuda para os próximos tempos porque toda a base produtiva da região foi danificada. A nossa preocupação é que não haja ruptura nos stocks. E, portanto, este apoio vai chegar na hora certa.

Não se consegue chegar por terra de Maputo à Beira?
Não se consegue chegar por estrada porque a N6, na zona de Nhamatanda [província de Sofala], tem uma interrupção completa, não há como passar de viatura. Os danos nas infra-estruturas estão longe de estar levantados na totalidade, mas são danos muito consideráveis.

Que informação têm da situação na Beira?
Há dados oficiais que incidem na cidade da Beira e do Dondo e há uma referência à província de Manica, mas são dados por baixo. O Presidente afirmou que os mortos poderão ascender a mil pessoas e acredito que seja um número possível, pelo registo de testemunhos que estamos a receber. A força da água levou pessoas que desapareceram. Daqui a alguns dias teremos uma noção mais precisa do que significou isto em termos de vítimas mortais, mas estamos a falar do mais grave fenómeno climático extremo das últimas décadas. Os estragos são enormes. E não se pode falar só das mortes, mas de todas as vidas afectadas, toda a região agrícola danificada – os próximos tempos serão difíceis. E atenção que vem aí a malária, a cólera e diarreias. A seguir a um fenómeno destes, temos sempre a ameaça dessas doenças, por isso, há uma necessidade muito grande de medicamentos para fazer face a este cenário.

O Governo moçambicano tem capacidade para lidar com uma tragédia desta dimensão?
O Governo já tem alguns apoios e a promessa da entrada das forças sul-africanas, que já no passado auxiliaram. A tragédia é muito maior do que seria a nossa capacidade sozinha de resposta. Isto é mesmo uma questão de solidariedade que vai além das nossas fronteiras. Este não é um fenómeno qualquer, afectou quatro províncias, quase metade de um país. É algo que nunca antes presenciámos a esta escala. Todo o apoio é bem-vindo. E além do apoio que vem de fora, está a haver um movimento de apoio dentro do país que merece ser sublinhado.

E que notícias lhes têm chegado? OuAs comunicações com as zonas afectadas estão muito difíceis, mas têm conseguido saber de como está a situação por lá?
Temos alguma informação. A nível do aeroporto internacional da Beira há comunicações, em alguns pontos da cidade também, através de uma das operadoras. O nosso movimento tem uma ligação com o Ivimos falar de pessoas que aguardam socorro em cima de árvores, em cima de telhados…

É verídico. E atenção que as águas continuam a subir porque continua a chover – esta semana será toda uma semana de chuva. Portanto, o risco permanece alto. Vimos imagens hoje na TDM das equipas de emergência mistas, sul-africanas e moçambicanas, a retirar pessoas de árvores durante a noite. Há pessoas que ainda estão em telhados, em terrenos elevados, rodeadas de água e é preciso muito trabalho para levar essas pessoas para zonas seguras e estabelecer acampamentos. A cidade da Beira foi 90% afectada, muito património foi total ou parcialmente destruído. Não só no centro, como nos bairros da periferia. Muitos armazéns perderam os seus produtos, uma vela tornou-se um bem escasso e passou a custar muito mais dinheiro.

Na sua vida assistiu a algum fenómeno desta dimensão?
Com esta dimensão, não. Comecei a minha vida profissional com as cheias de 2000, que foram muito sérias, afectaram toda a região centro. Nessa altura tivemos alguns fenómenos próximos, mas não semelhantes. Nos meus 45 anos não me recordo, nem de ter ouvido falar, nem de ter presenciado, nada desta natureza. Hoje mesmo estive com pessoas que vieram da Beira e a descrição que eles fazem daquela madrugada é qualquer coisa de assustador, especialmente entre a meia-noite e as duas da manhã que foi o pico do ciclone.

PÚBLICO - Crianças num centro de abrigo temporário na província de Sofala, Moçambique

Crianças num centro de abrigo temporário na província de Sofala, Moçambique JOSH ESTEY/CARE/EPA
  • Com a devida vénia a Carlos Serra e ao Público
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