Viagem entre Idanha-a-Velha e Roma há dois mil anos vai ser recriada

Cultura

. Idanha-a-Nova

Projeto financiado pela Comissão Europeia permite recriar viagem entre Idanha-a-Velha e Roma, há dois mil anos

No âmbito do Programa Creative Europe (Europa Criativa), promovido pela Comissão Europeia, o projeto “Valete vos viatores: travelling through Latin inscripcions across the Roman Empire”, que liga Idanha-a-Velha a Roma através da herança epigráfica romana, foi um dos 8 projetos europeus selecionado num universo de 115 candidaturas e cofinanciado num total de 311.108,07 euros.

A candidatura resultou de uma parceria entre a Universidade de Coimbra, a Università degli Studi di Roma La Spienza (Itália), a Université Bordeaux-Montaigne (França) e a Universidad de Navarra (Espanha), que coordena o projeto.

O Município de Idanha-a-Nova é também um dos parceiros envolvidos, uma vez que o projeto em Portugal incidirá exclusivamente sobre a Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha, cidade em Época Romana, e a sua extraordinária coleção epigráfica.

A partir do destaque dado às inscrições romanas, este projeto está pensado como uma viagem que liga a Lusitânia, no extremo ocidental do Império Romano, à sua capital, Roma. Os trabalhos começam este mês e decorrerão ao longo de ano e meio. Encontra-se prevista a produção de um videojogo e de cinco audiovisuais (série de documentários), bem como a organização de cursos formativos (workshops) e a digitalização 3D (fotogrametria digital) de uma seleção de inscrições latinas que permitirão a referida viagem entre diversas cidades romanas.

Na Universidade de Coimbra, a responsabilidade do projeto é de Armando Redentor e de Pedro C. Carvalho, docentes da Faculdade de Letras, e no Município de Idanha-a-Nova será acompanhado por Adalgisa Patrícia Dias, Carla Ribeiro da Silva e José Cristóvão.

Os responsáveis pelo projeto consideram que esta é uma excelente oportunidade para trabalhar no âmbito das Humanidades Digitais, permitindo abordagens inovadoras e cruzadas entre a História, os audiovisuais e as novas tecnologias, divulgando dessa forma, junto das escolas e do público em geral, a história social, política e religiosa dos lugares desse tempo.

Consideram também que as inscrições romanas foram um meio de comunicação muito importante, um modo de difundir a língua latina e de gerar uma cultura comum no quadro do vasto Império Romano, constituindo esse património um dos mais claros sinais de globalização há dois mil anos. E lembram ainda que a nossa matriz cultural, na origem, é marcadamente romana.

Este projeto financiado pela Comissão Europeia é mais uma prestigiante intervenção sobre o património de Idanha-a-Velha, a par do projeto de investigação “A Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha: Cidade, Território e População na Antiguidade (séc. I a.C. – XII d.C.)”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) em 233.423,90 euros, que também iniciou em fevereiro de 2021.

Idanha-a-Velha

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
Esta entrada foi publicada em Idanha-a-Nova com as tags , , . ligação permanente.