Despenalizar a Eutanásia, momento definidor

EDITORIAL

O momento que se vive agora a propósito da Eutanásia é definidor e caracteriza parte da sociedade portuguesa.

A Igreja com tantos problemas por resolver, embarca numa luta extremista aliciando parte da sociedade menos bem informada e combate quando devia informar.

Afinal, trata-se um problema de ordem pessoal, de liberdade.

O que vai ser despenalizado é a possibilidade de alguém que esteja consciente, que sofra imenso sem hipótese de retorno à normalidade, devidamente apoiado por médicos e psicólogos, decidir o fim do sofrimento atroz e de uma vida sem sentido. Só isso.

Os outros, os que não desejem essa solução e não se importem de estar acamados e com dores, continuarão como sempre a sofrer, que é também um direito que lhes é reconhecido.

Além da Igreja, também os Hospitais privados da Cuf e Luz dizem não fazer Eutanásias mesmo que legais, atropelando os direitos dos médicos e dos doentes terminais que podem sempre recusar fazer ao abrigo de questões de consciência médica. Neste caso, compreende-se que é um “negócio“, preferem ter os doentes ali acamados a sofrer (desde que possam pagar…) ao invés de os pouparem a tanta dor.

E assim se fractura uma sociedade, sem apelo nem agravo, fazendo tábua rasa de coisas de tamanha importância.

Lastimo ver algumas pessoas, algumas com responsabilidades, a estabelecerem deliberada e gratuitamente a confusão, apelando aos mais baixos valores humanos e de convivência em sociedade.

Paulino Fernandes

Paulino Fernandes, Director

 

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