D. José Tolentino vai ser Cardeal

. Portugal mais próximo de vir a ter um Papa

O consistório para a criação de 13 novos cardeais está marcado para 5 de outubro. Portugal passa a ter cinco membros no Colégio Cardinalício, três deles eleitores

Portugal vai ter mais um cardeal.

O Papa anunciou hoje no Vaticano a criação como cardeal do arcebispo português D. José Tolentino Mendonça, bibliotecário e arquivista da Santa Sé. Tolentino Mendonça, de 53 anos, passa a ser o segundo membro mais jovem do Colégio Cardinalício. O consistório para a criação de 13 novos cardeais (10 eleitores) está marcado para 5 de outubro, no Vaticano.

O nome de D. José Tolentino Mendonça foi o segundo a ser anunciado, numa lista que inclui colaboradores diretos do Papa e responsáveis de várias dioceses do mundo. O arcebispo madeirense torna-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado pelo Papa Francisco: junta-se a D. Manuel Clemente e D. António Marto no Colégio Cardinalício. D. José Saraiva Martins (87 anos) e D. Manuel Monteiro de Castro (81) são os outros dois cardeais portugueses, ambos já com mais de 80 anos e sem direito a voto na eleição de um novo Papa.

O arcebispo madeirense torna-se o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado pelo Papa Francisco: junta-se a D. José Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro, D. Manuel Clemente e D. António Marto no Colégio Cardinalício

Com esta nomeação, Portugal reforça o seu peso no Colégio Cardinalício, passando de décimo para nono país mais representado, com cinco cardeais, três deles eleitores. Espanha também ganha dois cardeais, passando para 15 – sete deles eleitores -, os mesmos dos Estados Unidos da América. Uma lista liderada pela Itália, que hoje também ganhou dois cardeais: fica com 43, 23 deles com direito de voto.

Portugal teve até hoje 45 cardeais, uma lista iniciada pelo Mestre Gil, escolhido pelo Papa Urbano IV (1195- 1264).

José Tolentino Calaça de Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) a 15 de dezembro de 1965; foi ordenado padre em 1990 e bispo em 2018. Biblista, investigador, poeta e ensaísta, foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Santiago da Espada por Aníbal Cavaco Silva, presidente da República, em 2015.

No próximo ano, será o novo cardeal português a fazer o discurso do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, depois de Marcelo Rebelo de Sousa o ter convidado para presidir à comissão organizadora das comemorações do 10 de junho.

O Presidente da República já manifestou “o mais profundo júbilo pela elevação do Senhor Dom José Tolentino de Mendonça ao Cardinalato, traduzindo o reconhecimento de uma personalidade ímpar, assim como da presença da Igreja Católica na nossa sociedade, o que muito prestigia Portugal”. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha “a excecional relevância do novo cardeal como filósofo, pensador, escritor, professor e humanista” e informou, na página da presidência, que tenciona estar presente na cerimónias de imposição do barrete cardinalício.

O Colégio Cardinalício tem 118 eleitores (57 dos quais criados por Francisco) e 197 cardeais com mais de 80 anos, sem direito a voto num Conclave para eleição de um novo Papa. Dos cardeais eleitores, 50 são da Europa, 33 da América, 31 da África e Ásia, quatro da Oceânia.

O membro mais jovem do Colégio é D. Dieudonné Nzapalainga, cardeal da República Centro-Africana, de 52 anos.

  • Com Eclesia, DN , Redacção e Fontes

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