Pinhal Interior, um livro que vale a pena

Um livro sobre o Pinhal Interior por quem lá escolheu viver (e quer mostrar o porquê)

Um grupo de jovens da região Centro vai lançar um livro com uma outra perspectiva sobre o interior de Portugal, que se desdobra entre práticas de sustentabilidade e um guia de viagens para descobrir lugares selvagens no Pinhal Interior

Na primeira parte do livro bilingue, que já está em pré-venda, o grupo aborda os erros que contribuíram “para as questões ecológicas” que hoje são colocadas, tanto a nível local, no interior do país (recorrentemente assolado pelos incêndios), como à escala global.

obra, que contou com a participação de jovens residentes na região e de uma equipa de design e fotografia da Holanda, explora também “soluções e práticas regenerativas e circulares” que podem ser aplicadas por forma a criar-se “um futuro mais sustentável e um habitat seguro para humanos e animais selvagens”.

Já a segunda parte é dedicada a um guia de viagens pelos “lugares selvagens que ainda existem na região do Pinhal Interior”, onde são apresentadas cascatas, “piscinas paradisíacas, rios rochosos e outros lugares onde as pessoas ainda podem ter uma ideia do que é a natureza selvagem”.

Apesar de na região haver várias praias fluviais, o livro procura fugir desses lugares “domesticados” e mostrar piscinas e cascatas naturais ainda selvagens.

“Além da urgência de reordenar o nosso planeta e paisagens”, o grupo aponta para a necessidade de se criar uma ligação “mais profunda” com o ambiente natural, para que possa ser protegido e conservado, refere a nota de imprensa.

PÚBLICO -

No âmbito desse guia, são apresentadas propostas de itinerários de viagens de quatro dias por alguns dos lugares favoritos destes jovens.“Se nós queremos estabelecer uma relação mais harmoniosa com o ambiente natural, precisamos de nos conectar com a natureza a um nível emocional mais profundo.

Nós só podemos proteger o que amamos. Por um lado, este livro é um convite às pessoas para descobrir áreas selvagens que permanecem no Pinhal Interior. Por outro lado, é também importante compreender o impacto do nosso comportamento destrutivo”, afirmou à Lusa Lynn Mylou, um dos membros do projecto.

A jovem holandesa, a viver no concelho de Arganil, salienta que os incêndios, cheias e temperaturas extremas “são apenas expressões da natureza de que se criou um desequilíbrio severo no ecossistema”. Nesse sentido, o livro procura chamar a atenção para esses problemas, querendo, acima de tudo, ligar as pessoas à natureza, “idealmente, com o mínimo de distracções possível”.

O livro está já disponível para pré-venda online (15 euros). Para além do livro, o projecto Wildlings, que contou com financiamento do Fundo Ambiental, desenvolveu também uma série de vídeos sobre jovens que optaram por trocar o ambiente urbano pelo meio rural, na região do Pinhal Interior, no centro do país.

  • Com Público.

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