Temos Procuradora-Geral!

Temos Procuradora-Geral!

* Por Mendo Castro Henriques

A nova Procuradora Geral, sr.ª dr.ª Lucília Gago afirmou em seu discurso de posse.

“Elejo como uma das grandes prioridades do meu mandato – o combate à criminalidade económico-financeira, com particular enfoque para a corrupção, que se tornou um dos maiores flagelos suscetíveis de abalar os alicerces do Estado e corroer a confiança dos cidadãos no regime democrático”.

E desde logo deu um sinal concreto de que o Ministério Público irá “zelosamente acompanhar” a fase de instrução da Operação Marquês.

Operação Marquês/José Sócrates, Processo do BES/Ricardo Salgado, Rendas da EDP/Mexia parcerias público-privadas (PPP), Processo Vistos Gold, negócios da TAP, e mais casos como as Armas de Tancos, a Operação Lex, o processo e-toupeira, Pedrógão Grande .

Lucília Gago herda os processos judiciais que resultaram da investigação e das acusações deduzidas pela equipa de Joana Marques Vidal.

A sr.ª ex procuradora Joana Marques Vidal ficará na história porque teve algum êxito em mostrar que a justiça se abate por igual para todos, mesmo que sejam os poderosos. Deixou trabalhar uma geração de procuradores que nos estão a dar mais confiança no Ministério Público.

Lucília Gago foi uma escolha pessoal de Joana Marques Vidal para diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa em 2016. Ambas partilharam a especialização e a ação na área do Direito da Família, antes de enfrentarem o crime de “colarinho branco” . E é importante referir que são duas Mulheres a assumir estes altos cargos, numa evolução positiva da sociedade portuguesa.

A histeria que alguns sectores políticos manifestaram sobre o possível branqueamento de processos – Sócrates e outros – revelou-se o que é: manobra de pressão sem êxito, devido ao entendimento entre os órgãos de soberania.

Faço votos que a dr. ª Lucília Gago mantenha todo o vigor para coordenar e deixar trabalhar os Procuradores da República.

A democracia portuguesa é nossa, dos cidadãos.

E quando um órgão como a Procuradoria-Geral dá provas de querer fazer justiça, devemos saudá-lo à distância, e manifestando mesmo o orgulho que Portugal é capaz de uma justiça isenta.

Com erros? Claro que sim: Levante-se quem nunca errou.

E deixa um sabor amargo a “operação Fizz“,com o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente, o caso do roubo de Tancos, e o caso dos “submarinos“.

  • Mendo Castro Henriques
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