O “não” 1º de Maio em França

O 1º de Maio é o dia do trabalhador

O que se está a passar em França com uma sociedade dividida nada tem a ver com o 1º de Maio, mas antes com o medir de forças entre dois tipos de sociedade polarizada, com o descontentamento sobre a União Europeia que criou forças, já ameaçadoramente fortes para lhe colocar um fim.

Sacrificaram de forma desmedida os povos do sul e, o que está à vista não abona para um futuro melhor e mais solidário, apontando antes para o regresso das fronteiras, das moedas nacionais, do isolacionismo.

Em França, ontem, viram-se manifestantes organizados para combater, não para se manifestarem.

Com os partidários de Marine Le Pen organizados para a levar ao Eliseu, a direita e o centro acolhem-se junto de Emmanuel Macron um jovem com relativo pouco futuro político, fruto de uma conjuntura anacrónica, com pouco para oferecer como alternativa.

Macron não é a esquerda, não é o centro, é afinal o quê?

Aqui reside o imbróglio que o pode levar à Presidência ou não, embora a aparente subida de Marine não deva ser suficiente para lhe dar a vitória para já.

Veremos depois nas Legislativas de Junho.

  • Foto AFP
A imagem que pode salvar a França...

A imagem que pode salvar a França…

radicais organizados

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