Democratizar para florir Abril, por João Tomas (*)

Democratizar para florir Abril

Abril é o mês da Liberdade e da democracia, e por isso, é para mim o mais belo de todos os meses.

A 25 de Abril de 1974, um movimento de capitães põe fim a um regime dos mais maliciosos e nojentos que história tem memória.

Põe fim à opressão, à limitação de pensamento e ao atraso social característico do Estado Novo.

Amar Abril é amar a liberdade de pensar e decidir, é amar a liberdade de divergir.

Felizmente, Abril cumpriu-se à escala nacional, o mesmo não se pode dizer à escala local, onde em muitos sítios, ainda está por cumprir.

A falta de cultura democrática é característica dos meios pequenos, dos locais de trabalho e das pequenas associações.

Mas essa falta de cultura é muitas vezes propiciada e alimentada por tiranos, que se servem do regime democrático para perpetuar o medo e a opressão, para condicionar a divergência política, note-se política e não partidária, numa lógica Salazarista: de povo culto, povo ingovernável.

Contrario esta tendência, assumindo, que a divergência de pensamento é sinal de evolução, é sinal de preocupação e vontade de fazer mais e melhor, porque efetivamente o objetivo é normalmente convergente: a melhoria.

Infelizmente, este défice democrático que se vive nos meios mais pequenos, este medo e alheamento dos órgãos de decisão, são causados pela falta de honestidade política de quem ocupa os lugares de poder, pela falta de dignidade intelectual e pelas tentativas vis de enxovalho, de aniquilação e de distorção do que é dito/ escrito pelos que pensam e divergem.

Felizmente, o que é escrito, fica escrito, e não pode ser alterado.

A Revolução dos Cravos trouxe-me a liberdade, de que não prescindo, de exercer uma militância partidária convicta e ativamente, junto da família socialista.

Mas só a liberdade de pensamento credibiliza os partidos, as instituições e nos permite avançar.

É importante uma militância ativa em partidos e movimentos cívicos, pelo menos, assim o entendo, mas recuso o tacticismo das vitórias garantidas que movem alguns “salta-pocinhas partidários”.

Foi esta militância, que me permitiu em 2011, proporcionar à população do concelho de Oleiros, pela primeira vez, o festejo do Regime democrático

É urgente democratizar e florir Abril!

Democracia

Democracia

É urgente acordar “Homens que dormis, a embalar a dor, dos silêncios vis”!

É urgente não esquecer que o cravo é nosso!

Só assim, podemos ambicionar que um dia se respire, por toda a parte liberdade.

João Tomaz

João Tomaz

  • João Tomaz, Presidente da JS de Oleiros

 

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