Rectificação solicitada pela CM Proença abaixo – Alunos de Proença-a-Nova apresentam plano de emergências radiológicas

Clarificação solicitada pela Câmara de Proença-a-Nova

O Município de Proença-a-Nova vem por este meio retificar a notícia anteriormente publicada sobre a apresentação de um Plano Radiológico por alunos da turma de Proteção Civil do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova.

É inexistente um plano concelhio para a questão radiológica, tanto mais que o plano apresentado foi um trabalho académico inserido em plano curricular do curso de Proteção Civil.

Quanto à afirmação realizada sobre a Autoridade Nacional de Proteção Civil trata-se de um lapso, uma vez que aquela Autoridade Nacional pugna por ser uma instituição do mais elevado prestígio nacional e internacional e que acompanha este e outros processos com toda a atenção dentro do quadro das suas competências.

Por este lapso pedimos desculpas e solicitamos que a notícia agora atualizada seja também retificada no vosso meio de comunicação social (notícia abaixo)

 

Alunos de Proteção Civil apresentam plano para emergências radiológicas

. Central de Almaraz vai aumentando as preocupações

Os alunos do Curso Técnico Profissional de Proteção Civil do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova desenvolveram e apresentaram o Plano Municipal de Emergências Radiológicas de Proença-a-Nova que traça as linhas mestras relativamente à prevenção e à atuação das forças de segurança pública em caso de uma catástrofe ambiental provocada por um acidente nuclear na Central de Almaraz, localizada na vizinha Espanha.

O plano foi desenvolvido tendo em conta o cenário de uma fuga radioativa. “Numa situação real, a nuvem radiológica passaria por Proença-a-Nova”, afirma Pedro Agostinho, docente no curso técnico, referindo que a Central Nuclear de Almaraz está a 170 quilómetros de distância.

Os alunos escolheram este tema tendo em conta a atualidade do mesmo: neste início de ano as notícias dão conta de uma possível queixa a ser apresentada por Portugal junto da União Europeia por Espanha ter autorizado a construção de um depósito de lixo nuclear em Almaraz, quando a central já devia estar a ser desmantelada, até pelos incidentes de funcionamento registados em 2016.

Tiveram ainda em atenção a inexistência de um plano desta natureza e a nível nacional o plano da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) é omisso. “Em caso de catástrofe podíamos disponibilizar o nosso plano”, refere Pedro Agostinho em tom de brincadeira, destacando mais a sério que o plano define claramente que entidades devem atuar no terreno e com que funções, tendo como principal objetivo garantir a segurança da população.

Plano de emergências raiológicas

Plano de emergências raiológicas

Inclui, por exemplo, a articulação com o Exército e a Força Aérea, entidades que não estão presentes de forma permanente no terreno mas que seriam chamados a intervir.

O Plano Municipal de Emergências Radiológicas de Proença-a-Nova foi apresentado dentro de um contexto muito particular em que os alunos formaram dois partidos (Proença à Frente e Proença Mais Forte) que concorreram às eleições autárquicas.

O primeiro partido conquistou a Assembleia Municipal e o segundo a Câmara Municipal. Simularam então a realização de uma Assembleia Municipal (AM) em que interveio o presidente da AM, da Câmara e os líderes das duas bancadas.

O único ponto da reunião foi a apresentação e votação do presente plano.

Para Pedro Agostinho, todo este exercício permitiu, por um lado, “mostrar aos alunos como é que funciona o poder local” e, por outro, alertar para a questão de Almaraz. “Não é alarmar, mas as notícias existem e é um perigo real”.

Apesar de ser uma apresentação feita em contexto formativo, assistiram à reunião simulada da Assembleia Municipal João Manso, vice-presidente da Câmara Municipal, Maria João Pereira, diretora do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova, Carlos Lopes, da ANPC, Fernando Martins, segundo secretário da Assembleia Municipal de Proença-a-Nova e diretor do Aeródromo Municipal, Tiago Marques, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova, José Xavier, Comandante do Posto da GNR de Proença-a-Nova e Daniel Farinha, técnico Municipal de Proteção Civil.

Durante o presente ano letivo, o último de um ciclo de três que dá aos alunos a qualificação de Técnico de Proteção Civil e equivalência ao 12º ano, a turma de onze alunos tem uma visita agendada ao corpo de bombeiros e à torre de controlo do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, irá acompanhar uma máquina de rastos durante o defeso no trabalho de prevenção que é feito fora da época de incêndios, e participará no briefing distrital da ANPC que contará com a intervenção de Rui Esteves, recentemente nomeado comandante nacional operacional da Proteção Civil (ocupava o cargo de comandante distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco).

almaraz

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