Eleições nos EUA – Parte 2 – O novo Presidente dos EUA é Donald Trump

Em desenvolvimento

Donald Trump é o 45º Presidente dos EUA.

Ganha tudo, vai nomear Juízes, ganha o Senado. Tudo.

Cumpro o meu dever de jornalista e dou a notícia.

PF

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Parte 2

. Uma noite incrível absolutamente.

São 02H50 e o número de Grandes Eleitores de Clinton é de 104 e Trump tem já 137.

Apreensão é o mínimo que pode dizer-se.

Que estão a fazer os americanos, a pergunta.

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Início de processos nos Tribunais

Nelson Leite

Nelson Leite

  • Com Nelson Leite em Hilmar

Campanha Trump vai abrir um processo num condado em Nevada porque dizem que ficaram abertos 2 horas após o horario normal…

 

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. No dia de todas as decisões…

A opinião de Carlos Reis

À hora que escrevo faltam aproximadamente quatro horas para começarem as eleições gerais americanas.

Na pequena povoação de Dixville Notch, no New Hampshire, os seus 12 habitantes irão votar assim que soar a meia noite.

E assim começará o dia das eleições nos Estados Unidos da América, esse gigante país-continente, desde esta pequena povoação na Nova Inglaterra, até à Costa do Pacífico, desde o Ártico no Alaska, até às ilhas quentes de Key West, na Florida, desde as grandes pradarias, as Montanhas Rochosas, os desertos, até às ilhas do Havai.

Estas eleições são a renovação períodica do contrato dos americanos consigo mesmos. São a realização prática da sua Constituição, que há quase duzentos e trinta anos foi assim redigida pelos pais fundadores.

Que determina o governo dos americanos, do povo, pelo povo, e para o povo.

Graças ao seu sistema político, federal, democrático e de separação dos poderes, e igualmente graças ao espírito de competição americano, as eleições na América são sobretudo uma maratona.

Pode-se mesmo dizer, e sem cair no exagero, que os americanos vivem em ambiente de eleição permanente.

Nesta terça-feira os americanos irão  escolher o seu Presidente (ou, pela primeira vez na história, a sua Presidente), o seu Vice-Presidente, 34 dos seus senadores, os seus 435 representantes no Congresso.

Em 12 dos 50 estados irão ser eleitos os seus governadores e governadoras. E em 44 estados irão ser eleitas as respectivas legislaturas: 86 das respectivas assembleias estaduais e respectivos senados irão ser eleitos.

Haverá igualmente eleições para grande parte dos Mayors (os Presidentes de Câmara), para os Xerifes, para os Procuradores Estaduais e Locais, para muitos juízes locais e estaduais, para os conselhos de escola, para todo o tipo de lugares públicos de eleição.

E em 35 estados os seus residentes irão igualmente votar em 154 referendos estaduais, iniciativas populares e petições.

Cerca de 82 milhões de residentes em vários estados irão poder decidir sobre a legalização ou a despenalização ou a permissão limitada do uso da Marijuana. Cerca de 21 milhões decidirão sobre a fixação de um salário mínimo estadual. Cerca de 50 milhões decidirão sobre propostas de controlo do uso de armas. Cerca de 51 milhões irão decidir sobre restrições ao consumo do tabaco. E cerca de 123 milhões decidem sobre política fiscal e tributária, aprovando directamente o lançamento de novas taxas e impostos, ou o seu aumento, a sua consignação e igualmente sobre a concessão de benefícios.

É a democracia bicentenária americana a funcionar e a mexer.

Este é um sistema competitivo e complexo, numa sociedade muito polarizada, e cada vez mais diversa.

E esta eleição presidencial que deixa o mundo em suspenso é também uma maratona, que começou há mais de ano e meio, com as eleições primárias para designar os respectivos candidatos de cada um dos partidos. Este ano a maratona foi ainda maior porque calhou precisamente na data constitucional mais atrasada possível (por lei as eleições gerais são sempre na terça-feira seguinte à primeira segunda-feira de Novembro)

E de certa forma não é uma só eleição: na realidade são 51 diferentes eleições, feitas em simultâneo, para designar o Colégio Eleitoral que irá escolher o Presidente e o Vice-Presidente dos Estados Unidos.

A esta hora, neste momento, votaram já mais de 46 milhões de americanos na totalidade dos estados que permitem a antecipação do voto presencial, ou o voto por correspondência.

É de crer que tenham votado mais de 1/3 da totalidade dos eleitores votantes. Há 4 anos votaram 129 milhões de eleitores e a julgar pela quantidade de votantes que já votaram é provável que no final desta terça-feira tenham votado ainda mais e que se ultrapasse a barreira dos 130 milhões de votantes.

Mas esta maratona é também mais difícil porque esta foi uma campanha atípica, estranha, quase surreal. Com casos e escândalos de parte a parte. E com um candidato (Donald Trump) que nunca desempenhou qualquer função eleita e que vindo da Reality Television desafia todas as convenções da política e ameaça colocar em causa os equilíbrios constitucionais até hoje dados por garantidos.

No entanto, e apesar do ruído e do frenesim dos últimos dias acredito que Hillary Clinton vencerá as eleições americanas.

Por um lado as opiniões populares sobre ela e sobre o seu adversário estão formadas há muito tempo, por outro lado Donald Trump alienou com a sua retórica nativista e etno-nacionalista e muito acintosa, demasiados grupos demográficos indispensáveis para vencer as eleições numa sociedade tão complexa e diversificada como é a americana: é impossível vencer-se hoje nos Estados Unidos contra as mulheres, contra os negros, contra os hispânicos, contra os muçulmanos americanos, contra os asiáticos, contra os judeus, contra os gays e lésbicas, contra as pessoas portadoras de deficiência, contra os intelectuais.

Os homens brancos, pouco qualificados, e com mais de 50 anos, já não decidem sozinhos as eleições americanas.

Durante a campanha eleitoral as polémicas e provocações de Trump foram marcantes.

Mas além disso os debates foram decisivos.

Mas se no caso de Trump, nem o pussygate nem todas as suas loucuras e misérias morais contribuiram para a que a sua base de apoio o abandone, no caso de Clinton, o caso dos emails foi finalmente encerrado com a exoneração formal da antiga Secretária de Estado de qualquer responsabilidade criminal.

Por isso esta é também uma competição para a mobilização final de ambas as candidaturas.

São duas Américas em confronto.

E eu acredito que a América de Hillary, mais diversa, mais aberta ao mundo e à ciência, mais integrada, prevalecerá.

Até fecharem as urnas o ruído será maior, infernal, haverá centenas de últimas sondagens à boca de urna. Mas neste momento o grande segredo é o da mobilização, mesmo do caciquismo, de cada uma das máquinas em disputa (é o GOTV – a operação Get out the vote).

Mas nesta disputa os democratas uma vez mais estão em vantagem. Vantagem política, logística e demográfica. E também vantagem moral.

Têm também do seu lado os políticos mais populares: o Presidente Obama, o Vice-Presidente Biden, o Senador Sanders, a Senadora Warren.

E tem também a pessoa mais popular e respeitada em todas as casas americanas: a Primeira-Dama Michele Obama.

Hillary Clinton está em todos os agregadores mais credíveis à frente de Trump.

Nas previsões dos que já votaram também lidera em Estados cruciais.

No agregador da Universidade de Princeton concebido por Sam Wang, no Upshot do Nat Cohn, no 538 do Nate Silver, está à frente em todos.

No HuffPost Pollster está à frente por 6 pontos. Há 4 anos Obama por esta altura estava com apenas 1.5% de vantagem. Acabou a vencer por 3.9%

A vantagem no Colégio eleitoral de Hillary Clinton é grande: tem uma base de Estados muito maior.

E nos Estados indecisos Trump precisaria de virar praticamente todos (somar os Estados que votaram contra Obama em 2012 e ainda ganhar o Ohio mais a Florida mais dois ou três Estados pequenos – e pelo contrário, ainda está a arriscar perder na Carolina do Norte tradicionalmente republicana e está muito aflito no Arizona e no Utah).

Hillary tem um “mapa maior“.

E tem a razão do seu lado.

Por tudo isso deverá vencer.

Mas haverá suspense até ao fim: por vezes as catástrofes acontecem.

Carlos Reis

Carlos Reis

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Iniciamos agora e a partir deste momento a fase decisiva, dos resultados e do vencedor.

Será Clinton ou Trump?

Amanhã veremos.

H.Clinton e D.Trump

H.Clinton e D.Trump

PF

 

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