O PSD de Castelo Branco e o Plano Nacional de Coesão Territorial

Plano Nacional de Coesão Territorial – “uma mão cheia de nada”

A Comissão Politica Distrital do PSD Castelo Branco, analisou o Plano Nacional de Coesão Territorial (PNCT) apresentado por este Governo, que espelha o resultado de 6 meses de trabalho realizado por mais uma Unidade, neste caso a Unidade de Missão para a Valorização do Interior.

O documento apresentado vem na linha do que é hábito em Portugal.

Criação de unidades de missão ou grupos de trabalho que depois apresentam ideias vagas e distantes da realidade, tal como ela é.

Não podemos deixar de assinalar mais um documento desfasado do que o interior do País precisa, ainda para mais quando os Deputados do partido que está no governo fazem tantas referências a um trabalho com este nível.

Para o conhecimento geral das pessoas importa frisar que estamos perante mais um estudo que se resume a um catálogo de medidas reativas. E este é um dos principais problemas que o interior tem sentido.

Falta uma agenda para o interior.

Falta um desígnio, uma força e empenho para olhar para o Interior de frente.

Não apenas refugiados em Lisboa, dentro de salas a projetar PowerPoints ou juntar ideias vagas de anos anteriores.

Olhamos para este documento e percebemos que para alcançar mais medidas fazem parte outras das quais já foram implementadas ou estão em fase de implementação, conforme reconhecido pelo próprio estudo que as define como estando em curso, e outras que foram articuladas para poderem ser candidatáveis no horizonte de implementação do Portugal 2020, devidamente enquadrados pelo trabalho realizado pelo Governo anterior.

No fim, apenas apresentaram um estudo para servir de pura propaganda eleitoralista e demagógica que se limitou a juntar num só documento algumas das experiências pensadas por outras instituições, numa amálgama de ideias sem uma linha condutora. Revelador da falta de rumo que este Governo quer para o interior.

A Unidade de Missão para a Valorização do Interior tinha a obrigação e o dever de fazer melhor, devido ao capital de experiência acumulada dos seus integrantes e ao tempo e orçamento alocado à sua missão.

Já perdemos muito tempo e muitos recursos a fingir que estamos preocupados com o Interior. É pois importante fazer um exercício de comparação entre este estudo pago por todos nós e uma proposta que surgiu na Assembleia da República para a criação do Estatuto dos Territórios de Baixa Densidade.

Colocar uma proposta de trabalho ao lado da outra, é colocar numa balança duas visões muito distintas do nosso Portugal. Comparemos então as duas perspetivas:

De um lado, a visão casuística, que tem como exemplos de proposta, a dinamização turísticas das Redes de Aldeias previamente já criadas como as Aldeias Históricas ou as Aldeias de Xisto (proposta 2.12).

Uma proposta incoerente e descontextualizada da realidade, demonstrativa da realidade do Interior que não pode ser percecionada por quem vê Portugal através de quadros de Excel, visto que estamos a falar de duas das maiores redes de dinamização turística do Interior de Portugal, casos de sucesso devidamente estudados.

Do outro lado, a visão estratégica, num documento que corporizava os mecanismos legais que traduziam um esforço efetivo na criação de medidas e ações concretas, agrupadas e organizadas num novo quadro político-institucional e uma nova abordagem da coesão e do desenvolvimento territorial; uma nova geração de políticas públicas territoriais; um maior compromisso da economia com o território; o reforço da competitividade e da atratividade territorial; a construção de um novo paradigma para a valorização do capital humano; reforço de um novo paradigma de intervenção em matéria de proteção social e a criação de condições que assegurem a igualdade de oportunidades no acesso a bens e serviços públicos fundamentais, devolvendo a estes territórios e às suas populações a esperança num futuro melhor.

Esclarecedor.

Percebemos todos os objetivos da criação do Estatuto de Territórios de Baixa Densidade que dentro do seu quadro balizador poderia integrar algumas das propostas soltas lançadas neste documento confuso, elaborado por este Governo, também ele confuso e incoerente, enquadrando-as dentro de objetivos bem definidos.

É caso para perguntar: foi para apresentar um documento destes que se criticou tanto a criação do Estatuto de Territórios de Baixa Densidade?

Por um documento vago, por uma mão cheia de nada?

Não queremos acreditar que os deputados do Partido Socialista, eleitos por círculos do Interior, que tanto criticaram a criação do Estatuto de Territórios de Baixa Densidade e afirmaram que o Interior precisava era de medidas concretas, se revejam neste catálogo avulso de projetos, grande parte deles já em curso ou terminados. Seria incoerente e demagógico.

Perante tudo isto é caso para afirmar que “a Montanha pariu um rato”.

O PSD Distrital de Castelo Branco, como sempre, está disponível para, lado a lado, defender o Interior com a visão certa da Realidade.

Porque pensar no Pais e no Interior, exige esforço, compromisso, resiliência e sentido de Estado.

Porque levamos Portugal e Castelo Branco a sério.

Manuel Frexes

Manuel Frexes

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
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