Bloco de Esquerda faz denúncia de vala comum de animais ilegal – Câmara esclarece

Câmara de Castelo Branco esclarece e invoca a saúde pública

Município respondeu, por escrito, e disse ter conhecimento da existência do enterro de alguns animais.

Temos conhecimento, no entanto, que existiu recentemente o enterro de alguns animais, uma decisão tomada pelo veterinário municipal que, no âmbito das suas competências próprias, decidiu fazê-lo, igualmente por motivos de saúde pública, uma vez que existiram problemas técnicos nos equipamentos de acondicionamento“, lê-se na nota.

A Câmara de Castelo Branco explica que através dos Serviços Municipalizados locais tem um contrato com uma empresa certificada que recebe os animais mortos que são colocados em arcas frigoríficas preparadas para o efeito e que procede à sua incineração ciclicamente e sempre que se justifica.

O Município, em devido tempo tomou “a decisão política correta” e adianta que cumpre todas as normas de segurança e ambiente que dizem respeito a esta questão e tem registo de entrega dos animais à empresa com a qual tem um contrato celebrado e em vigor.

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DENÚNCIA DE ATERRO ILEGAL DE CADÁVERES DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

 

O Bloco de Esquerda tem manifestado, desde sempre, uma enorme preocupação com as questões ambientais, na defesa da biodiversidade, da flora, da fauna, dos rios, da qualidade do ar que respiramos.

Como prova dessa nossa preocupação, temos feito várias intervenções de denúncia, de apoio a iniciativas de associações e grupos de cidadãos, preocupados com esta temática, passando também por perguntas dirigidas ao Ministério do Ambiente, através do nosso Grupo Parlamentar, bem como moções e recomendações apresentadas nos Órgãos Autárquicos locais.

No concelho e no distrito, temos incidido as nossas preocupações com a questão da Barragem de Santa Águeda e das violações do seu Plano de Ordenamento, com a Central Nuclear de Almaraz, devido a uma eventual fuga radioativa que contamine as águas do Tejo e do ar, com a poluição do rio Tejo com as descargas da Celtejo e da Centroliva na zona de Vila Velha de Rodão, com a eventual construção da Valamb unidade de transformação de bagaço) em Alcains, com a Etar da Ex-Danone, com canal da Av. Cidade de Zhuhai, com águas que se desconhece concretamente a sua origem.

Na defesa do bem-estar animal e da saúde pública, apresentamos uma moção sobre esterilização de animais abandonados, errantes e negligenciados, na Assembleia Municipal de Castelo Branco, a qual foi aprovada por maioria.

Foi, certamente, por estas razões todas, que chegou ao nosso conhecimento, de que existia uma “vala comum”, poderemos assim dizer, onde foram depositados, por duas vezes, num total de cerca de 100 cadáveres de animais de companhia, com muitos deles “chipados”.

Estes animais deveriam ter sido transportados e incinerados numa unidade devidamente licenciada para o efeito, como a lei obriga.

Fizemos uma participação ao SEPNA – Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR, que vai agora fazer a devida investigação e apurar responsabilidades.

Segundo sabemos, foram os Serviços Municipalizados que aqui os enterraram, Serviços que são a entidade responsável pela recolha, guarda e encaminhamento destes cadáveres, que são recolhidos na via pública, ou por entrega dos seus donos depois de mortos por velhice ou doença, no Abrigo de S. Lázaro, vulgarmente chamado canil Municipal.

Não existe qualquer Plano de recolha e destruição de cadáveres de animais de companhia gerados no Concelho, como a Lei determina, de forma a regular estes procedimentos e a afastar de vez estes atos surrealistas e desrespeitadores dos direitos dos animais.

Tive oportunidade na Assembleia Municipal do passado dia 30 de setembro, questionar o executivo Municipal sobre estas questões, tendo obtido respostas muito vagas pela vereadora e administradora dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco, Maria José Batista, entre as quais – que os cadáveres eram recolhidos, guardados em uma ou duas arcas congeladores e depois transportados para incineração.

Perante este cenário que aqui vemos, alguém fugiu à verdade e existem responsabilidades técnicas e políticas, com as políticas a repartirem-se por dois vereadores, segundo a fonte denunciante, coniventes com esta situação.

Entendemos que estamos perante um grave atentado ambiental, que põe em causa a saúde pública e que “mina” a relação de confiança entre o Município de Castelo Branco e os cidadãos Albicastrenses.

Os animais “chipados” e aqui enterrados foram registados com dono e foram entregues para serem cremados.

Tudo isto deixa-nos extramente preocupados, pois desconhecemos quais foram as práticas nos anos anteriores com a recolha e destruição dos cadáveres de animais de companhia.

O Bloco de Esquerda está e estará sempre atento e disponível para denunciar estes atentados, venham eles de onde vierem, e não nos calaremos em defesa do ambiente, dos animais e das pessoas.

Aterro ilegal

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Aterro

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