JSD de Castelo Branco saúda Ministro do Ambiente

JSD Distrital Castelo Branco saúda Ministro do Ambiente e exige ação efetiva para encerramento definitivo de Almaraz

Na passada terça-feira, dia 27 de Setembro, o Ministro do Ambiente anunciou que irá recorrer às diretivas comunitárias e à Convenção de Espoo para solicitar uma reunião, com caráter de urgência, ao seu homólogo espanhol, a fim de avaliar o impacto ambiental dos recentes planos para a Central Nuclear de Almaraz (CNA).

Tal acontece somente após o envio de uma Carta Aberta da JSD Distrital Castelo Branco a João Matos Fernandes, bem como depois da divulgação de várias notícias sobre o perigo da construção de um Armazém Temporário Individualizado (ATI) para os resíduos da central – infraestrutura que irá ocupar uma superfície de 2.649 metros quadrados e que, não só aumenta o risco de acidentes, como significa que o Governo Espanhol se prepara para prolongar o prazo de laboração e vida útil de Almaraz, mesmo a estrutura devendo já ter encerrado em 2010.

A informação sobre construção deste ATI teve como fonte o relatório do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) do reino de Espanha, órgão fiscalizador deste dossier, que tem garantido, reiteradamente, o normal e seguro funcionamento de Almaraz. No entanto, este mesmo organismo assumiu a deteção de falhas de segurança, evidenciando a existência de desconformidades no fabrico de peças usadas na central e aumentando o perigo para as populações próximas da central, como é o caso dos distritos de Castelo Branco e Portalegre, situado o primeiro a 100km de distância e nas margens do rio Tejo.

O parecer positivo do CSN originará um aumento da poluição, da pressão nuclear sobre toda a região e o risco de um desastre ambiental.

Em caso de acidente na CNA e fuga de material radioativo, as águas contaminadas entrarão em Portugal através de Vila Velha de Ródão, que será o primeiro aglomerado populacional atingido.

Na missiva endereçada ao ministério, os jovens sociais democratas beirões questionaram Matos Fernandes acerca dos contactos desenvolvidos com o Governo do Reino de Espanha, resultantes dos projetos de recomendação aprovados em Assembleia da República, e pediram ainda esclarecimentos sobre as medidas de monitorização, controlo e prevenção em caso de acidente.

Na resposta do Ministro, é afirmado que o governo português tem mantido contactos regulares com o executivo espanhol, através do Embaixador em Madrid e de diversas agências com responsabilidade ambiental. Matos Fernandes evidencia ainda a monitorização da qualidade do ar e da água que é feita, assim como os planos de prevenção existentes.

Contudo, em momento algum os responsáveis indicam qual o trabalho feito no sentido de pressionar o governo espanhol a encerrar esta bomba-relógio que se encontra às portas do nosso país. Com efeito, a mensagem de tranquilidade e controlo nunca deu lugar uma assunção de responsabilidade perante as consequências de um eventual acidente nuclear, acreditando os dirigentes distritais da JSD que, ainda assim, o Ministro terá ficado sensibilizado com as preocupações demonstradas e que terá retirado ilações para a sua ação futura, algo que se veio a comprovar nesta semana.

Por conseguinte, a Comissão Política da JSD Distrital Castelo Branco saúda a iniciativa de João Matos Fernandes, que só peca por tardia, e agradece a resposta às perguntas dos jovens da Beira Baixa. Regista ainda o facto de este ter sido o tema de abertura escolhido pelo Ministro na sua audição parlamentar, algo que não seria expectável antes da troca de argumentos com a estrutura distrital da JSD, das interpelações e questões feitas pelos deputados na Assembleia da República e do anúncio de construção do ATI.

Compreendemos que as decisões sobre as políticas energéticas em Espanha cabem ao seu governo. Reconhecemos um primeiro sinal de mudança de postura no sentido de um maior esforço por parte do executivo português e dos agentes ambientais no acompanhamento da situação. No entanto, não basta acompanhar Almaraz: é necessário encerrar e desmantelar definitivamente Almaraz.

Por conseguinte, a JSD Distrital Castelo Branco exige que todo o governo – e, em particular, à equipa de Matos Fernandes – siga as recomendações aprovadas por unanimidade em Assembleia da República e que transite de uma postura de mero acompanhamento para uma postura de defesa intransigente da população da Beira Baixa e do Alto Alentejo, bem como de todo o país, porque que é precisamente isso que se espera de um governo de Portugal.

JSD, Castelo Branco

JSD, Castelo Branco

 

 

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