Encerramento do Instituto S. Tiago na Sobreira Formosa gera debate entre PS e PSD

O debate entre os dois maiores Partidos sobe de tom e, ambas as partes se acusam de pouco ter feito para salvar a escola. Talvez o problema esteja a montante, nos problemas do interior, na desertificação, nas poucas crianças que nascem, talvez.

Acreditamos que ambas as partes desejassem o colégio a funcionar, no entanto, com culpas repartidas, não foi possível, e até necessário, pois a escola pública responde às necessidades, lamentando-se sempre o encerramento de qualquer instituição que agrava sempre o problema do interior de Portugal.

Deixamos a nota da Comissão Política do PS de Proença sobre a matéria em apreço.

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A COMISSÃO POLITICA DO PARTIDO SOCIALISTA DE PROENÇA-A-NOVA vem por este meio responder à crónica de opinião da comissão política do PSD de Proença-a-Nova, em dois jornais regionais do distrito de castelo Branco na passada semana:

Ao contrário das afirmações caluniosas e mentirosas do comunicado do PSD de Proença-a-Nova e da sua distrital, a atual Câmara Municipal de Proença-a-Nova liderada quer por João Paulo Catarino, quer pelo atual presidente João Lobo, sempre acompanhou e apoiou o Instituto S. Tiago em Sobreira Formosa nas diversas actividades pedagógicas e extracurriculares, nomeadamente nas visitas de estudo nacionais e ao estrangeiro, no desporto escolar e nas atividades dos clubes, entre outras.

O que se lamenta é que esta Comissão Politica do PSD venha agora de forma demagógica utilizar um tema tão sensível, pois não se reconhece qualquer ato de preocupação ou actividade directa no sentido de resolver os vários problemas com que aquela instituição se tem debatido nos últimos anos, e se falamos de falta de apoio teremos que referir a decisão do anterior governo de aprovar duas das turmas, sem pagar as devidas comparticipações, estrangulando financeiramente esta escola, deixando professores e funcionários com vários ordenados em atraso e falta de pagamento a diversos fornecedores.

Lamentamos de facto esta situação que não é boa para ninguém, mas devemos olhá-la com seriedade, pois todos sabemos que a população escolar a nível nacional tem reduzido nos últimos anos, e com maior gravidade em toda a região interior, e é esta sim, infelizmente a verdadeira causa que levou a este triste desfecho com o encerramento do Instituto de São Tiago, que prestou relevantes serviços à comunidade proencense.

No entanto não podemos esquecer o encerramento de escolas primárias por todo o concelho com a concentração dos alunos nas escolas de Proença-a-Nova e Sobreira Formosa e que, durante o governo liderado pelo PSD não foram autorizadas as turmas com apenas um ano escolar, conforme previsto nos princípios que levaram à construção do Centro Educativo de Proença-a-Nova, tendo o Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova sido obrigado a criar turmas mistas, o que foi contestado pelo anterior Presidente em comunicado público.

Apesar da discordância, as referidas turmas sobrelotadas algumas com três anos por sala, prejudicando inevitavelmente o rendimento escolar dos alunos, foram implementadas como é próprio de um Estado de Direito.

Lembramos que o anterior governo não permitiu abertura de turmas no ensino público em muitos casos com menos de 15 alunos em regiões desfavorecidas do interior, nomeadamente em Proença-a-Nova, refugiando-se na lei vigente!

Com que descaramento e falta de vergonha vem agora acusar o atual governo de não permitir a abertura com turmas com menos de 10 alunos? Quando a decisão foi tomada exatamente ao abrigo da mesma Lei.

Também é preciso referir que durante governos PS o Instituto S. Tiago funcionou já com turmas abaixo do número mínimo de alunos, mas nunca como neste momento.

Importa não esquecer todo o apoio que o município tem dado nestes últimos tempos, a esta instituição sem fazer alarde da ajuda prestada, porque em situações dramáticas deste tipo entendemos deve haver o recato e o respeito obrigatórios por todos os que estão directamente envolvidos, pais, alunos, professores e funcionários, e de forma mais indirecta as pequenas empresas com relações comerciais ou profissionais com a instituição.

Releva-se ainda que o apoio dado dentro do legal e financeiramente possível procurou minimizar o impacto social e económico para toda a comunidade.

Relativamente á comparação com o instituto VAZ SERRA de Cernache do Bonjardim só desconhecimento das realidades ou a má-fé poderão justificar as afirmações do PSD de Proença-a-Nova, O IST teria hoje 62 alunos para o todo das turmas propostas o IVS tem cerca de 400.

Quanto à insolente acusação de seguidismo e silêncio da câmara de Proença relativamente às decisões do governo nesta matéria, esta Câmara   sempre procurou pautar a sua atuação no quadro dos padrões de respeito pela legalidade democrática independentemente da coloração do Governo.

Não reconhecemos pois autoridade moral aos “acusadores”! A pouca prática de “vivência democrática vem de novo à superfície com a atribuição ao Eng.º João Lobo, nosso estimável Presidente da Câmara do estatuto de “aprendiz político”.

Tranquilizem-se as “hostes” do PSD, pois estamos confiantes e os munícipes do concelho de Proença-a-Nova conhecem-mo bem e sabem que os objetivos políticos e de vida que norteiam à sua prática são enquadrados por valores que os Proencenses e os Portugueses apreciam. Felizmente na gestão da Câmara Municipal não optou por referenciais como os verificados nalgumas Câmaras do nosso distrito que dirigidas por “doutos políticos…” do PSD deixaram em falência técnica com saldos negativos de muito milhões!

Para evitar lapsos de memória seria bom consultar os respetivos arquivos. Mas também a líder da concelhia do PSD de Proença-a-Nova enquanto autarca, presidente da assembleia de freguesia de Sobreira Formosa foi co-responsável na gestão ruinosa desta autarquia com a elevada dívida que deixou; também o seu trabalho ficou revelado na direção da instituição coletiva mais antiga dessa vila à qual levou ao seu encerramento e inatividade.

O município de Proença-a-Nova tem apresentado consecutivamente ano após ano saldos positivos com obra realizada e promessas cumpridas!

Finalmente gostaríamos ainda de lembrar que durante o governo do PSD o agrupamento de escolas de Proença-a-Nova teve uma redução do número de professores e funcionários decorrente da política de aumento de número de alunos por turma e que nos dois últimos anos de governo a abertura do ano letivo foi um verdadeiro caos.

Não está nos nosso horizontes promover a política da mentira e da má gestão, esses não são os valores da nossa escola.

É pois com desagrado que se constata que a Comissão Politica concelhia do PSD e a sua congénere distrital, não tenham tido a capacidade nem o sentido de estado em apontar em devido tempo as soluções credíveis e possíveis e defendido um contrato de associação no tempo do governo PSD-CDS que não tivesse levado esta escola ao rol de dívidas e que neste momento e se venha agora refugiar na demagogia fácil.

A COMISSÃO POLITICA DO PARTIDO SOCIALISTA “

S.Tiago, Sobreira Formosa

S.Tiago, Sobreira Formosa

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Sobre Jornal de Oleiros

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