Que fazer com o Tejo? Sessão Pública dia 16 de Abril em Castelo Branco

AS ROMÃS TAMBÉM RESISTEM

QUEM SOMOS?

Quando pensávamos no nome que nos viria a identificar publicamente como grupo de reflexão e realizações de caráter cívico, desde logo brotou este: “As Romãs Também Resistem!”.

Mas andou a nadar algum tempo nas nossas cabeças. Onde se viu um nome assim, para um grupo de pessoas que tentam sobreviver civicamente em tempos tão malignos e de consequências tão funestas? Soltaram-se frases feitas de lugares comuns, mais ou menos exortativas, mas sofrendo todas da mesma doença da repetição que entra por um ouvido e sai pelo outro. E voltámos ao princípio. “As Romãs Também Resistem!”. Como quem diz: queremos ter estas qualidades!

A romã atravessou os tempos mais remotos da Antiguidade e chegou à latinidade como “Punica granatum”; atravessou religiões e foi atravessada por aquelas que a mitificaram com vestes sacralizantes.

A romãzeira floresce e dá frutos por toda a mediterraneidade, e não só.

Resiste às temperaturas baixas de inverno e tolera moderadamente a salinidade, as secas e o encharcamento das chuvas intensas.

Dizem os entendidos que precisa de muito sol para frutificar e constituir-se um planeta que se abre a centenas de outros planetas que podem ser cada um de nós nos seus bagos. Multiplica-se por sementes e aí temos mais uma qualidade que a nível simbólico se projeta para dentro do que é humano.

Não sabemos bem porquê, mas havemos de saber, é mais uma daquelas frutas ameaçadas de extinção pelas leis inflexíveis do deus-mercado que nos assola. Foi uma das frutas da infância e adolescência de muitos de nós e custa-nos que tenha de fazer tanto esforço para resistir a um tempo, também ele, adverso para as romãs.

Acabámos por adotá-la como sinal do que pretendemos. Resistir ao tempo adverso que nos ameaça e diminui.

Permanecendo abertos à interrogação do mundo, do nosso país e da nossa terra natal. Tendo-o feito em grupo, achámos que podíamos abrir-nos a quem quiser acompanhar-nos em reflexão de problemáticas que procuraremos fazer com regularidade.

Começaremos no dia 10 de janeiro de 2014 sob o chapéu de chuva e de sol de “Falemos de …” com as interrogações que temos vindo a fazer sobre os caminhos da educação. Temos já agendados outros encontros com quem quiser estar a pensar a problemática dos reformados, aposentados e pensionistas, outro dos assuntos que tem agitado a nossa sociedade.

Depois, bom, não faltam temas para conhecer melhor e aprofundar.

A agricultura e a agricultura na nossa região; as alterações climáticas; e mais virão.

Dia 16 em Castelo Branco

Dia 16 em Castelo Branco

Romãs

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