A “CIMBB” e o Rio tejo

Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa

Assistimos nos últimos tempos a um conjunto de atitudes e declarações sobre a problemática da poluição no Rio Tejo aos quais necessariamente não podemos ficar indiferentes, até porque as autarquias, enquanto grandes impulsionadoras de desenvolvimento territorial integrado e sustentável, têm desempenhado um papel fundamental na defesa do território e na promoção da qualidade de vida dos cidadãos.

A abordagem de questões desta natureza, pela importância que têm ou impacto que geram na opinião pública, não pode ser feita de forma superficial e casuística, sem fundamentos objectivos e em tom alarmista, colocando em causa investimentos e empresas que são referência pelo desempenho ambiental e significativos postos de trabalho.

Impõe-se a todos os que verdadeiramente estão preocupados com este tema, e em particular, aos que têm responsabilidades institucionais, um comportamento à altura das circunstâncias e das responsabilidades que lhe estão confiadas.

O Tejo, um dos principais rios da Península Ibérica, marca profundamente o nosso território, no qual – aliás, muito assertivamente – grande parte da estratégia de investimento e promoção territorial das autarquias se tem focado. No entanto e apesar dos investimentos já concretizados pelas autarquias é também hoje reconhecido como um rio com elevados problemas do ponto de vista ambiental, a exigir uma intervenção urgente e concertada de todas as entidades.

Focar o problema numa parte ou num território não será certamente a solução.

A solução deste passivo ambiental passa necessariamente por englobar todas as situações que se observam da nascente do rio à sua foz, não podendo subtrair, sem prejuízo de comprometer irremediavelmente o seu sucesso, partes significativas do problema e, muito menos, questões tão fundamentais como os caudais negociados com Espanha, a qualidade da água à entrada do nosso território e a generalidade dos contributos dados por todas as situações identificadas no território Nacional.

Acreditamos que, dado o intenso trabalho já desenvolvido pelas instituições oficiais com responsabilidade nesta área, com o contributo empenhado das autarquias e a colaboração das associações de defesa do ambiente e atendendo ainda, às posições públicas já assumidas pelo Sr. Primeiro-Ministro e pelo Sr. Ministro do Ambiente nesta matéria, estarem finalmente reunidas as condições necessárias para, de uma forma séria e determinada, se encontrarem as melhores soluções para os problemas que afectam o rio Tejo.

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) é constituído pelos presidentes das câmaras municipais dos municípios que integram a comunidade intermunicipal: 

Equipa da CIMBB

Equipa da CIMBB

João Paulo Marçal Lopes Catarino, Presidente do Conselho Intermunicipal e Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, António Luís Beites Soares, Vice-presidente do Conselho Intermunicipal e Presidente do Município de Penamacor, Luís Miguel Ferro Pereira, Vice-presidente do Conselho Intermunicipal e Presidente do Município de Vila Velha de Ródão, Luís Manuel dos Santos Correia, Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Armindo Moreira Palma Jacinto, Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e Fernando Marques Jorge, Presidente da Câmara Municipal de Oleiros.

João Paulo Catarino

João Paulo Catarino

 

 

Sobre Jornal de Oleiros

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