Conclusões do II Encontro “Pensar a Beira Baixa”

Conclusões do II Encontro ‘PENSAR A BEIRA BAIXA’

e Iniciativas a promover sob o tema da ‘RURALIDADE

Em vésperas da realização do III Encontro do Grupo ‘Pensar a Beira Baixa’, uma iniciativa da AEBB – Associação Empresarial da Beira Baixa, cuja finalidade visa promover a reflexão e o debate sobre um conjunto de questões que afetam o ‘pulsar’ da região da Beira Baixa, a equipa de coordenação do projeto, liderada pela AEBB com a colaboração da Universidade da Beira Interior, representada pelo Prof. José Páscoa e o Instituto Politécnico de Castelo Branco, pelo Prof. Domingos Santos, tornam público as principais linhas de atuação futuras, que resultam das conclusões obtidas com a realização do II Encontro PBB, sob o tema ‘Ruralidade’, no passado mês de novembro 2015.

Após análise da informação, criteriosamente ponderada, com base nas opiniões proferidas em debate por personalidades da região, ligadas a diversas áreas de intervenção (empresarial, cultural, educacional, politica, social,…), foi possível elencar um conjunto de ideias de grande pertinência e multifacetadas que caraterizam a ‘Ruralidade’, sublinhando uma profunda necessidade de intervenções futuras, estruturantes e devidamente fundamentadas que potenciem as especificidades da região e promovam a comunidade rural.

Pensar a Beira Baixa

Pensar a Beira Baixa

Neste ponto a opinião foi consensual: para atingir estes objetivos é necessário haver uma grande conjugação de esforços, trabalhar em rede e pensar a Região como um Todo, em prol do desenvolvimento coletivo e não individualizado.

Segundo a equipa técnica, todas as reflexões proferidas no Encontro no que concerne às necessidades, uso e gestão do território, afiguram-se equitativamente pertinentes e de elevada importância, representando por si só, importantes contributos para a criação de uma nova cultura territorial capaz de projetar a região para outros níveis de desenvolvimento sustentado.

Apesar da multiplicidade de sugestões, a equipa técnica identificou quatro abordagens que à partida, se afiguram passíveis de exequibilidade a médio prazo, e sobre as quais serão desenvolvidos esforços, segundo uma metodologia participativa de trabalho em rede, capaz de potenciar a sua viabilidade, envolvendo organismos locais, empresários e comunidade em geral do distrito de Castelo Branco.

  • Criação de uma Rede de Turismo Rural

“A ruralidade é uma característica muito positiva para o desenvolvimento do distrito.”

Criação de uma rede de cooperação de turismo rural que promova uma maior competitividade e eficiência relativamente à oferta e procura de alojamento em espaço rural, aliando ao conceito uma maior visibilidade e projeção das potencialidades endógenas da nossa região, tanto a nível patrimonial, paisagístico, gastronómico, como cultural. Pretende-se uma articulação de esforços de forma estruturada para que ganhe escala e potencie uma economia, que gera por influência.

  • Promoção da cooperação e apoio técnico a iniciativas/projetos de zonas periféricas

“É preciso olhar à volta e reparar nas necessidades do território. Criar oferta e apoiar novos projetos.” 

Pensar a Beira Baixa

Pensar a Beira Baixa

Desenvolvimento de uma metodologia de trabalho em rede que possibilite um maior conhecimento da situação de excecionalidade das regiões ultraperiféricas, caraterizadas por um grande afastamento das zonas urbanas, com caraterísticas particulares e uma dependência económica em relação a pequenas produções agrícolas.

Neste contexto, pretende-se atuar promovendo um maior conhecimento de uma realidade específica (os constrangimentos, as necessidades e as potencialidades) que permita identificar oportunidades com potencial económico que possam traduzir-se em ideias de negócio viáveis.

Através da cooperação entre as demais ‘forças vivas’ da região, proporcionar junto dos interessados, apoio técnico específico: informar e orientar sobre as medidas de incentivo existentes, contribuindo desta forma para a valorização do território, a inserção e bem estar social e o desenvolvimento da economia local.

  • Promoção e valorização do património rural junto das escolas do ensino básico (público e privado)

“A educação é estruturante para a mudança de mentalidades.”

Ações de sensibilização junto das escolas do ensino básico, sobre o papel educativo destas, numa perspetiva de educação para a cidadania, de incutir nos jovens um maior conhecimento da Região (através de conteúdos e/ou iniciativas como sejam, visitas de estudo na região), sensibilizando-os para a valorização do património cultural, natural, paisagístico e edificado, associado ao mundo rural, muitas vezes subestimado ou mesmo ignorado.

Ruralidade tem a ver com memória, identidade, património imaterial e é fundamental ser valorizado.”

É ainda de manifesto interesse, atuar junto do Ministério da Educação para que no âmbito do próximo plano de ensino, sejam tomadas decisões estruturantes no sentido de promover uma mudança de mentalidades que confira à ruralidade o devido reconhecimento e uma nova dimensão, assente num maior conhecimento, valorização do passado e do património rural.

Pretende-se sobretudo sensibilizar os governantes para a necessidade de uma ‘nova atitude’ moldada pela educação e cultura, que confira o respeito pela identidade de cada região. A ruralidade é o básico, são as raízes da árvore da vida da região“.

  • Estimular iniciativas de investigação e desenvolvimento de contexto empresarial Ação direcionada para desenvolver ligações entre o tecido empresarial e o ensino superior, através da Universidade da Beira Interior e Instituto Politécnico de Castelo Branco, segundo duas vertentes de atuação:

–  promover a investigação e estimular trabalhos de mestrado sobre a Ruralidade;

– sensibilizar as empresas sobre a necessidade de investir em inovação e no conhecimento para subsistir, através da investigação científico tecnológica, em especial no domínio do desenvolvimento de produtos/serviços ou na introdução de melhorias significativas baseadas em processos tecnologicamente inovadores,… constituindo uma alavanca para a afirmação das empresas da região junto dos mercados nacionais e internacionais.

Sobre a iniciativa ‘Pensar a Beira Baixa’, a AEBB – Associação Empresarial considera que a discussão pública de abordagens temáticas e estratégicas sobre aspetos que caraterizam o ‘pulsar’ e a identidade da Região, constituem uma clara intenção de contribuir para projetar a Beira Baixa para outro nível de desenvolvimento sustentado e de valorização do território.

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
Esta entrada foi publicada em Castelo Branco, Comunidades, Destaques. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *