O FAROL

Bancos, presidentes e outros

BANCOS

Conforme referi em artigo anterior, os contribuintes portugueses já suportaram, com o dinheiro dos seus impostos perdas de largos milhares de milhões de euros, geradas pelos bancos cujas falências ocorreram recentemente.

Esses montantes exorbitantes equivalem a cerca de 20% da dívida pública e atingem um valor superior ao deficit das contas do Estado em 2014. Para além do mais é dinheiro de que o Estado necessita para fazer face aos custos com as suas funções sociais e que foi das mesmas desviado, sob pretextos nem sempre consistentes ou bem explicados.

O que mais me incomoda é que, dos protagonistas dessas falências, ninguém foi, até agora condenado a  prisão efectiva, continuando, na maior parte das situações, a comportar-se como se não tivessem nada a ver com o que se passou.

No recente caso do BANIF, os portugueses, têm o direito de exigir que uma auditoria independente exponha clara e publicamente os factos que conduziram à “oferta do banco aos espanhóis do Santander totta, nomeadamente trazer ao conhecimento dos contribuintes as verdadeiras responsabilidades, nomeadamente do Banco de Portugal e dos governos, pelo desfecho de mais uma negociata bancária.

Aliás, no que respeita ao Banco de Portugal, a cuja intervenção se deve o estado caótico a que se chegou, parece-me que cada vez mais a sua existência carece de justificação, já que as reduzidas funções que lhe estão actualmente atribuídas não justificam mais que a sua integração como uma direcção-geral do Ministério das Finanças, poupandp assim grande parte dos seus custos de funcionamento.

PRESIDENCIAIS

Aquilo a que se convencionou chamar de campanha para as eleições presidenciais, vai decorrendo penosamente e sem qualquer ponta de interesse.

Se quiséssemos dar-lhe um título, penso que o mais adequado seria

“Todos contra Marcelo”, tal é a pobreza e o vazio de ideias apresentado pela maioria dos candidatos e a sua obsessão doentia em atacar o seu concorrente. Dizia Eleanor Roosevelt, esposa do antigo presidente dos Estados Unidos que “mentes pequenas discutem pessoas e grandes mentes discutem ideias”.

Estamos, na maioria dos candidatos, perante mentes pequenas, personalidades cinzentas, que nada de interesse têm para mostrar do seu passado e que apenas apregoam banalidades para justificar o seu pretendido futuro, tais como:

– Convidar chefes de estado estrangeiros para uma refeição na sopa dos pobres (Maria de Belém).

Mais interessante seria que senhora convidasse pobres/sem abrigo, para uma refeição na sopa dos ricos(restaurante da Assembleia da República)

-Votar em Marcelo é como comprara uma rifa. Não se sabe o que vai sair.

Eu diria que votar no candidato que fez esta afirmação é como comprar essa rifa, com a certeza que não vai sair nada.

-Marcelo é um Cavaco Silva a cores. Outros são versões em tons de cinzento.

– Marcelo é um vendedor de banha da cobra, disse um tropa, que é um vendedor da sua própria banha.

Notarão os leitores que não refiro frases deste tipo ditas por todos os candidatos. É que a candidatos como Marcelo, Paulo Morais ou vitorino Silva, o popular Tino de Rans, nunca lhas ouvi.

Uma palavra final para o candidato padre-comunista. Este candidato nunca poderia ser o presidente de todos os portugueses, porque apenas representa o que de ortodoxo tem o Partido Comunista Português.

Votem bem. Até breve

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