“Diáspora 2015” em Belmonte, um marco para continuar

«DIÁPORA» – Festival Literário de Belmonte  2015

Decorreu no passado fim de semana a segunda edição do Diáspora —Festival Literário de Belmonte, pautada por temas de atualidade, como o papel das religiões na sociedade, e também temas mais vincadamente literários.

Na abertura, Jaime Nogueira Pinto, Nuno Tiago Pinto e Pedro Mexia refletiram em torno das questões que mais atormentam os nossos dias: a violência sectária, o terrorismo, a imposição de dogmas religiosos que entram necessariamente no campo da política.

Ler hoje um livro como o Alcorão já não acontece somente por curiosidade ou fé. Nesse mesmo dia, Catarina Sobral e Jorge Serafim levaram o Diáspora às escolas do concelho, promovendo a arte de contar histórias junto dos leitores do futuro.

Durante o festival, e já no espaço do Museu Judaico, Andréa Zamorano e Inês Pedrosa refletiram sobre as relações literárias e linguísticas entre Portugal e Brasil, numa vila que tem laços muito apertados com o outro lado do Atlântico, e ouvimos Mário Cláudio falar da sua autobiografia –– contada em livro, Astronomia, mas também partilhada ao vivo perante uma plateia de interessados, cujo número e entusiasmo cresceram desde a primeira edição do festival.

Também houve a oportunidade de pensar as questões do mercado da literatura e da globalização das ideias, com a ajuda de Maria Manuel Viana e Tiago Patrício, bem como o conceito de cidades literárias.

Entre Paris e Rio de Janeiro, Lisboa e São Paulo, João Paulo Cuenca e Tânia Ganho falaram sobre cidades que inspiram escritores e como narrá-las sem recurso a embelezamentos nem artifícios.

Pelo meio convivemos com as ilustrações de Afonso Cruz escolhidas para a exposição «O Livro do Ano», patente no Ecomuseu do Zêzere, e com os retratos e caricaturas literárias de Vasco Gargalo, expostas no Hotel Turismo da Covilhã.

O encerramento do Diáspora esteve a cargo da ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, que discorreu sobre as pontes entre criação contemporânea e património, num lugar carregado de História.

Depois do êxito da segunda edição, o Diáspora promete regressar em 2016, sedimentando a importância do debate em volta do livro e da leitura num contexto que sempre conviveu com histórias e formas diferentes de narrar a comunidade.

Diáspora

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