” O FAROL” – Flagrantes de campanha, por António L. Graça

O FAROL

FLAGRANTES DE CAMPANHA

Seja qual for o partido em que votes, o governo é sempre eleito

A campanha eleitoral que agora chega ao fim, foi, como seria de esperar, uma campanha de má qualidade, que resulta da má qualidade da maioria dos seus protagonistas, a que poderemos genéricamente chamar a geração rasca da política.

SONDAGENS– Os portugueses foram atropelados por uma verdadeira enxurrada de sondagens, o que apenas significa a falta de credibilidade das mesmas e a sua orientação de puro negócio, com o objectivo de influenciar os eleitores.

Será que se podem tirar conclusões honestas de uma amostra de 1000 pessoas, com telefone fixo, cujo número de utilizadores é considerávelmente inferior ao dos utilzadores de telemóvel, quando, ainda por cima, apenas cerca de 50% dessas pessoas dão resposta às questões que lhes são colocadas??

AS CONTAS PÚBLICAS

Gaba-se a coligação no poder de ter equilibrado as contas públicas, no entanto a verdade é que, entre 2011 e 2015, a dívida pública aumentou de 108% para 130% do PIB, a dívida externa líquida de 82% para 105%, isto sem contar com o cada vez mais provavel efeito dos prejuízos a obter com a venda do Novo Banco, prejuízos esses que o governo procura esconder até à realização das eleições, mas que continuam lá e alguém há-de pagar.

A ministra das finanças, que parece ter como missão credibilizar as mentiritas do seu chefe, já afirmou  por diversas vezes que os contribuintes não serão chamados a suportar os prejuízos resultantes da venda do Novo Banco. Então quem vai pagar? Só se for o Pai Natal, lá mais para o fim do ano. Por mim, já há muitos anos que deixei de acreditar na simpática figura.

Bom, mas se tivermos em atenção que a ministra tem muita habilidade  na manipulação da língua portuguesa, o que ela pode querer, de facto, dizer é que não aparecerá ninguém à sua porta, caro leitor, a chamá-lo para contribuir  para pagar os prejuízos do negócio, assim como quem chama um amigo para uma patuscada, de qualquer forma, a continha vai ser, directa ou indirectamente paga pelos contribuintes.

Quando alguém fala ao, ainda, 1º ministro no negócio do Novo Banco, este responde que não foi ele quem nacionalizou o BPN, escondendo, com a sua habitual esperteza saloia, que, na verdade, a tragédia desse banco foi originada por amigalhaços do seu partido, alguns dos quais andam por aí à solta, quando deviam estar em regime de pensão completa atrás das grades.

A CAMPANHA

Voltando à triste campanha, com que foram brindados os portugueses, da coligação no poder nada de útil foi apresentado, apenas as intervenções de escárnio e mal-dizer, contidas nas alarvidades idiotas do sub-ministro Portas, e as inverdades debitadas pelo 1º Coelho

No PS, António Costa, desperdiçou várias oportunidades para desmontar com eficácia a estratégia da  coligação, enredando-se em promessas, não conseguindo, embora existam, estabelecer convincentemente o que, eventualmente o que marca a diferença entre o seu programa e o actual governo.

Das restantes forças a concurso, apenas será de salientar a excelente prestação das “meninas” (sem qualquer intenção perjurativa) do Bloco de Esquerda, que justificaram plenamente a sua futura nomeação para o Parlamento.

MORTE AOS TRAIDORES

Num comunicado posto a circular pelo PCTP-MRPP, estava escrita a palavra de ordem MORTE AOS TRAIDORES, a qual foi posteriormente retirada. Não sei a que traidores se referia, nominalmente, o partido de António Garcia Pereira, mas suspeito que alguns deles são, ao mesmo tempo, personagens elogiadas pela coligação no poder.

 

P.S.- No Domingo, quer chova quer faça sol, votem, de acordo com a Vossa consciência.

Ignorem as sondagens e as opiniões dos videntes televisivos e jornalísticos. Pensem pelas Vossas cabeças, não pelas dos outros.

Até breve

António L. Graça

António L. Graça

  • António L. Graça

 

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