“O Farol”, por António L. Graça

O FAROL UMA TRAGÉDIA GREGA  EUROPEIA

A Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser (Natália Correia).

Os acontecimentos recentes acerca da Grécia, têm levado muita gente a associá-los às clássicas tragédias da Grécia antiga.

Acontece porém que aquilo que se passa hoje com a Grécia tem uma dimensão muito maior do que a das clássicas tragédias gregas.

A Grécia é, hoje em dia, a ponta visível de uma tragédia muito mais vasta, a tragédia europeia.

A União Europeia, chamar áquilo união, não passa, hoje em dia de um delírio. De facto, a autoproclamada União Europeia, não passa hoje de porta-voz de um grupo de estados chauvinistas e agiotas, onde o espírito de solidariedade que orientou a formação da UE, foi há muito atirado para o lixo, por políticas comandadas pela Alemanha, aplaudidas por governos colaboracionistas, como o português, o finlandês ou o holandês.

De recordar que, por exemplo, a Finlândia tem um passado de colaboração com os nazis de Hitler. No caso português, o colaboracionismo é originado por uma manifesta incompetência governativa, associada a uma vertente de cobardia, que os leva a atirar pedradas aos vizinhos em apuros e a esconderem-se por detrás das orientações germânicas.

São os Josés de Vasconcelos dos nossos dias.

Governantes miseráveis que conduzem políticas de miserabilismo.

Após os acontecimentos ainda em curso na Grécia, será de admitir que, num futuro mais ou menos próximo, outros se seguirão, transformando, no final, aquilo a que se convencionou chamar união europeia, num campo de extermínio da democracia na Europa, comandado pelo nazismo económico do IV reich.

Obviamente que, fazendo Portugal parte do Continente europeu e, sendo considerado pelos estados chauvinistas como um dos próximos alvos a abater, também lhe calhará em sorte um quinhão da tragédia.

Aliás, já começámos a sentir alguns sinais dessa tragédia.

Nos últimos quatro anos o nosso país tem sido altamente prejudicado por uma conjugação negativa de poderes que, felizmente, se encontra prestes a terminar o seu prazo de validade, a saber; PR-GOVERNO- MAIORIA PARLAMENTAR.

Esta “troika” caseira tem sido protagonista na degradação da vida dos portugueses, sob diversas formas. Para além disso, o País transformou-se num terreno apetitoso para todo o tipo de burlas, nas quais instituições e pessoas anteriormente apontadas como dignas e acima de qualquer suspeita, estão profundamente envolvidas, conforme vem sendo correntemente divulgado através da comunicação social.

SÓ PRA RIR

a campanha eleitoral está em curso e tem dado azo à veia humorística de alguns dos seus protagonistas, como sejam os casos que passo a citar: -O governo tenta continuar e desenvolver o espírito do 25 de Abril original (Pedro Lomba, Secretário de estado de qualquer coisa) -Vamos transformar Portugal num dos países mais produtivos (competitivos?) do mundo (Passos Coelho). Mas, não foi a campanha que me trouxe aqui hoje. Até breve

António L. Graça

António L. Graça

* António L- Graça, Colunista Especializado

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
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