Grécia, a imprevisibilidade de um momento

O hipotétito default da Grécia, hoje quase uma certeza tão certa como a inversa, deixará marcas na europa, marcas que podem ir até à rotura da união.

Os cenários são vários, todos uma catástrofe.

O aumento dos juros é já realidade e vão subir até onde?

É claro para os portugueses, este cenário de rotura, colocará o país na primeira linha das preocupações e, ao invés do que o governo afirma, não estamos preparados para a rotura.

Daí a constação do erro cometido por Portugal ao não acentuar a necessidade de acordo, de cooperação. Falta de visão estratégica, ausência de homens de estado.

O default da Grécia que deve 312,7 mil milhões, cerca de 175% do PIB, está assim distribuido:

. Alemanha perde 56 mil milhões;

. França 42 mil milhões;

. Itália 37 mil milhões;

. Espanha 25 mil milhões;

. Portugal 1,1 mil milhões;

Em alternativa, o acordo de última hora que permite à Grécia receber 7,2 mil milhões e assim liquidar ao FMI 1,5 mil milhões no final do mês,nada resolve.

A Grécia terá de pagar este ano 38 mil milhões…

Portanto, o acordo só serve se estiver associado a um novo perdão de dívida.

Ou seja é “uma pescadinha de rabo na boca”

Vários países preparam já planos alternativos.

Desde logo o Reino Unido que nunca esteve com esta moeda, mas também a Alemanha e certamente a França.

Seria avisado para Portugal preparar já todos os cenários, inclusivé o do relançamento do ESCUDO.

Primeiro-Ministro grego

Primeiro-Ministro grego

PF

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