Muito se inova no CEI

Muito se Inova no CEI

POR CRISTINA VALENTE

No primeiro aniversário do Centro de Empresas Inovadoras (CEI), Luís Correia, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, disse que o CEI já superou as expetativas, conseguindo, um ano após a entrada em funcionamento, ter metade do espaço ocupado por empresas.

O centro foi inaugurado em julho de 2013 e representou um investimento de 3,6 milhões de euros, verba proveniente do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), num pacote total de seis milhões de euros.

Este pacote, além do financiamento desta infraestrutura, incluiu verbas para o Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA), já em funcionamento.

Com capacidade para 35 empresas, o CEI tem, um ano após a sua entrada em funcionamento em pleno, 16 empresas instaladas a tempo inteiro, além de um conjunto de outros empreendedores que ali se deslocam para desenvolver os seus projetos em regime de tempo parcial.

Podemos fazer um balanço positivo deste primeiro ano, desde logo porque ultrapassou, em muito, as nossas expectativas, em número de adesões. Mas também porque o Centro se enquadra dentro da estratégia para o desenvolvimento económico que Castelo Branco, e o município tem. Temos dado apoio a outras áreas económicas, mas tínhamos consciência que era fundamental o apoio ao empreendedorismo” afirma Luís Correia.

Uma das razões apontadas para o sucesso desta infraestrutura foi a sua abertura, desde a primeira hora, a todos os setores de atividade.

Especializar seria fechar portas a empreendedores, que numa região como a nossa era mau, por isso o facto de estarmos a diversificar pode abrir o leque em termos de sectores e em termos económicos“. afirma Luís Correia, acrescentando, “Para nós esse sempre foi um objetivo e não uma necessidade. Só mesmo algum sector que seja de todo impossível instalar numas instalações como estas, é que recusamos, mas procuramos que todos os sectores aqui tenham cabimento” conclui.

O responsável pelo CEI, João Borga, adiantou que em maio a infraestrutura vai ter em funcionamento um laboratório de prototipagem rápida, que está agora a ser equipado.

Estamos a terminar o processo de investimento, nesse laboratório vamos poder fabricar protótipos para todos estes empreendedores e outros que assim o desejem. Estamos a tentar vocacionar este laboratório para a prototipagem empresarial.” Explica o responsável.

O CEI tem uma área total de 2.500 metros quadrados, uma capacidade para receber 35 empresas, seis oficinas, um auditório de 130 lugares, salas de trabalho e bar.

No primeiro ano de atividade, foram admitidos 50 projetos, que envolvem cerca de 110 empreendedores.

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Casos de sucessos multiplicam-se

São já vários os casos de sucesso de ideias que nasceram no CEI.

A Vectis é formada por três jovens, Jeremy Silvares, Fábio Luís e Luís Marques, todos da região e formados na UBI. Já criaram várias aplicações e preparam-se para lançar mais uma a Game Trade. Uma página web onde se podem trocar/vender/comprar vídeo-jogos “pelo preço justo” diz um dos jovens empreendedores.

Os interessados podem espreitar esta loja online em http://www.gametrade.pt/.

Outro caso de sucesso é a ShopKit , uma aplicação que promove a abertura rápida e fácil de lojas online. A Shopkit já criou cerca de 6 mil lojas e permitiu aos seus clientes gerarem, em conjunto, mais de 1 milhão de euros de volume de vendas.

A shopkit é um projeto de André Castro, Rosalina Ponceano e Davide Gonçalves.

Luís Correia no CEI

Luís Correia no CEI

 

 

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