Portugal, um paraíso de VIP’S

Portugal, um paraíso de VIP’S.

Portugal transformou-se num imenso caudal de listas VIP, sendo o país que mais utiliza este conceito discriminatório de Very Important Person “expressão inglesa”.

Os vistos gold e mais recentemente as listas VIP da segurança social, que ainda ninguém assumiu as responsabilidades políticas, preferindo atribuir a subalternos as culpas da sua elaboração, deixaram os portugueses sem saberem a quem vão pedir contas deste ataque aos direitos dos cidadãos deste já desacreditado “regime democrático” português, que cada dia que passa perde a confiança dos eleitores, criando um vazio entre a classe politica e o cidadão comum.

Os milhares de horas que os deputados têm perdido em comissões de inquérito com os casos VIP, apenas se saldaram pela demissão voluntária de um ministro, que teve a honestidade e a coragem de o fazer, caso contrário teria continuado em funções como está a acontecer com um secretário de Estado que devia dar a cara pelas listas VIP de contribuintes, mesmo que não seja sua a responsabilidade.

Portugal é um país marcado por “listas de interesses” onde com toda a certeza não é tido em conta o bem coletivo dos portugueses; que se veem cada vez mais mergulhados na incerteza do futuro dos seus filhos, em consequência da desonestidade daqueles a quem têm confiado o seu voto.

Foi a ganância e a ausência de escrúpulos de muitos, que Portugal atingiu o topo da “lista” da pobreza sem retorno, que já é a maior de toda a Europa – a praga dos VIP’S, entrou em todos os setores da sociedade portuguesa – onde existe sempre uma lista que bloqueia o conceito da igualdade e da justiça, que são o princípio base dos valores de uma democracia.

Com a crise que em seis anos ainda não conseguimos debelar, foram milhares que conseguiram emprego sem mérito próprio, mas porque estavam associados a listas VIP “pedidos influentes” deixando para trás concorrentes muito mais qualificados, embora em alguns casos se compreenda, é um método condenável que não se enquadra no conceito de igualdade e oportunidade a que todos os cidadãos têm direito.

Em muitas instituições, as práticas são ditadas por um conjunto de favorecimentos que obedece a trocas de privilégios entre quadros e subalternos sob proteção. Esta prática não é nova e empobrece o país porque favorece quem não tem qualificação, em detrimento da competência.

É o que está em causa, e que terá que ser o ponto de partida para uma mudança comportamental nos quadros do Estado, mas, encontra pela frente um problema de difícil resolução; porque a questão VIP está na moda, e é aceite como uma prática comum e quase inofensiva, passando a ser desvalorizada e aceite como uma afirmação pessoal, uma subida de escalão à custa de alguém com mais mérito que ficou para trás, porque não beneficiou das mesmas prerrogativas.

A ambição e alguma ignorância, teve grande peso em todos aqueles que pouco lhes interessa a quem vão pisar para manter os privilégios.

Muitos destes ambiciosos, descendem de pais honestos e em muitos casos analfabetos. Chegaram às cidades com uma mala de cartão, inscreveram-se em partidos políticos, e “conseguiram” cursos académicos e fizeram fortuna. Estes são os VIP’S de que pouca gente fala.

Joaquim Vitorino

Jornalista

Vip,s

Vip,s

 

 

 

 

 

OBS: o Autor escreveu ao abrigo do acordo ortográfico.

 

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