“CIMBB”, Organiza Colóquio ” Floresta e Território: Risco, Economia e Políticas”

“FLORESTA E TERRITÓRIO: RISCO, ECONOMIA E POLÍTICAS”

O presente e o futuro da floresta é tema de conferência organizada pela CIMBB

Os fogos florestais, o pequeno proprietário e a gestão da floresta, a rentabilidade e o futuro do pinheiro bravo e as estratégias e políticas para o setor florestal: estes vão ser os principais temas a debater na conferência “Floresta e Território: Risco, Economia e Políticas” que se realiza a 21 de Março – no dia Internacional das Florestas – no Centro Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova.

Organizado pela CIMBB – Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (que agrupa os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão), este evento terá como oradores reconhecidos especialistas nestas matérias.

Atendendo à importância da fileira florestal para a região e ao facto de estarmos a iniciar um novo quadro comunitário de apoio, é importante definir uma estratégia que valorize esta fileira, particularmente a do pinheiro bravo. Com esta conferência, pretendemos dar a nosso contributo para este debate pois, sendo a CIMBB constituída por concelhos com uma importante área florestal, temos todo o interesse em ver potenciado aquele que é um dos principais recursos endógenos da região e do país”, adianta João Paulo Catarino, presidente da CIMBB

Quanto à conferência, no total, serão realizados quatro painéis temáticos e uma mesa redonda, sendo o denominador comum a floresta (ver anexos).

A participação na conferência é gratuita mas a inscrição obrigatória, devendo ser feita junto do Centro Ciência Viva da Floresta, pelo e-mail info@ccvfloresta.com.

Informações adicionais em www.ccvfloresta.com/conferenci

As temáticas em debate

  1. Fogos Florestais

Qual deve ser a prioridade quando se fala de fogos florestais: investir nos meios de combate ou apostar em medidas preventivas? Quais são as implicações desta escolha no futuro da floresta portuguesa?

Não sendo fácil encontrar o equilíbrio nesta equação, a que se junta ainda a expectativa dos proprietários florestais, o debate é essencial quando se pretende que um dos principais recursos endógenos portugueses seja rentável.

José Miguel Medeiros, ex-secretário de Estado da Proteção Civil, e Tiago Oliveira, gestor da proteção florestal no grupo Portucel Soporcel, vão apresentar as suas perspetivas sobre a temática dos fogos florestais, num painel que terá como moderador Arnaldo Cruz, antigo presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil.

  1. O pequeno proprietário florestal e a gestão da floresta

Será possível promover uma gestão da floresta profissional quando as áreas florestais são essencialmente constituídas por minifúndios, divididos por centenas de proprietários? Poderão as Zonas de Intervenção Florestal dar resposta a esta necessidade de profissionalização e simultaneamente salvaguardar os interesses dos envolvidos?

Partindo do individual para o coletivo, é possível potenciar uma gestão integrada que possibilita uma maior rentabilidade dos produtos e subprodutos florestais.

No painel «o pequeno proprietário florestal e a gestão da floresta», Vasco Campos, presidente da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, e Rosário Alves, diretora executiva da Forestis – Associação Florestal de Portugal, vão apresentar as suas perspetivas sobre este assunto, tendo como moderador Rui Jacinto, do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

  1. O futuro do pinheiro bravo

Estará o pinheiro bravo num processo de renascimento ou de declínio? Em que ponto está a investigação sobre a utilização da biomassa florestal? Poderá afirmar-se como uma verdadeira cultura energética?

O desafio do pinheiro bravo é inverter a tendência de declínio registada nos últimos anos e readquirir importância no âmbito da produção lenhosa e de todas as externalidades ambientais a ele associados.

Piedade Roberto, presidente do conselho de administração do Centro da Biomassa para a Energia, Rui Nobre Gonçalves, ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, e Francisco Castro Rego, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais vão partilhar qual é, na sua perspetiva, o futuro do pinheiro bravo. Afonso Camões, diretor do Jornal de Notícias, moderará o debate.

  1. A rentabilidade do pinheiro bravo

Como é que o pinheiro bravo passou de rei a parente pobre da floresta portuguesa? Qual é o contexto desta atividade económica? Será importante conhecê-lo para perceber o negócio? Qual é o verdadeiro impacto da fileira florestal na economia portuguesa?

Importa também perceber se o pinheiro bravo está a ser explorado em todo o seu potencial ou qual o caminho que deve ser percorrido para que isso aconteça.

Tito Rosa, presidente da Liga para a Proteção da Natureza, João Soares, ex-secretário de Estado das Florestas e João Ferreira do Amaral, presidente da Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal, vão responder a estas questões, num painel que será moderado por Oliveira Batista, professor catedrático no Instituto Superior de Agronomia.

  1. Estratégias e Políticas para o setor florestal

Quais são as estratégias e políticas que os partidos políticos defendem para o sector florestal? Com o próximo quadro comunitário a decorrer até 2020, estaremos no limiar de um novo ciclo de políticas públicas para esta fileira? Todos os partidos políticos com assento parlamentar e novas plataformas políticas foram convidados a partilhar a sua perspetiva sobre estes temas.

Programa

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