Idanha-a-Nova quer ser primeira “Cidade da Música” em Portugal

Idanha-a-Nova quer ser primeira “Cidade da Música” em Portugal

A candidatura de Idanha-a-Nova a Cidade da Música no âmbito da rede de Cidades Criativas da UNESCO “foi feita com as pessoas e para as pessoas” afirmou Armindo Jacinto, presidente da Câmara de Idanha-a-Nova.

A autarquia tem vindo a trabalhar e a apostar nas industrias criativas e  Armindo Jacinto considera que chegou a hora de dar um passo em frente com esta candidatura, “são muitos anos de trabalho, com estas questões da música e das industrias criativas e hoje já temos argumentos para integrar a rede. Temos feito um vasto trabalho com as populações e associações, mas temos também apostado nas novas abordagens“, referiu o autarca.

O autarca lembra que as atividades culturais que decorrem no concelho são também fator de desenvolvimento económico.

A mais valia desta candidatura é a coesão económico-social, “durante muitos anos trabalhámos a coesão territorial, hoje é importante tratarmos da economia e do social e esta candidatura vai ao encontro dessa nossa preocupação” afirmou Armindo Jacinto durante o Encontro Internacional “As Cidades Criativas e a Música“, que decorreu em Idanha-a-Nova.

O autarca realçou que a música é a temática principal de toda a atividade cultural do concelho. “Idanha-a-Nova tem esta ambição de trabalhar a música. Ao vasto património e à herança cultural apostamos na qualidade, na inovação e no empreendedorismo“, disse.

O autarca sublinhou ainda que a cultura musical faz parte do património cultural de Idanha-a-Nova desde sempre e, atualmente, mantém-se ao longo de todo o ano.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, recordou que na rede de Cidades Criativas da UNESCO ainda não consta nenhuma cidade portuguesa, e o facto da primeira candidatura surgir na região Centro é “motivo de orgulho, mas não é surpresa”.

Ana Abrunhosa afirma que tendo em conta o trabalho que o Município de Idanha tem desenvolvido, esta candidatura não é surpresa, “este é um território cheio de cultura e tradição, e por isso penso que este é o culminar de grandes esforços que o município tem realizado, com o património do concelho, estamos a falar de tudo o que diferencia estes territórios que podia ser olhado como uma desvantagem, mas que tem que ser encarado como uma oportunidade“.

A presidente da CCDRC considera que é possível com a candidatura trazer melhor qualidade de vida às populações, “não só porque se preserva o que é tradição e cultura, mas que isso seja motor de desenvolvimento económico“.

Na região Centro o impacto das economias criativas já é “significativo” afirmou Ana Abrunhosa, “e tem um potencial de crescimento enorme. Estamos a falar de mais de 12 mil empregos e de mais de 8 mil empresas, com um potencial de crescimento enorme” acrescenta.

A responsável  espera que em breve Idanha-a-Nova tenha boas noticias, sobre a sua candidatura, isto seria um prémio para territórios que à partida tem tudo a desfavor, “mas que viria premiar a resiliência, o esforço, o rejuvenescimento das gentes destas gentes e os agentes políticos e outras instituições, porque era mais fácil baixar os braços e aqui optou-se por outra abordagem arregaçar as mangas e trabalhar” afirma Ana Abrunhosa, uma apaixonada confessa do concelho de Idanha-a-Nova.

* Com Cristina Valente

Armindo Jacinto

Armindo Jacinto

 

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
Esta entrada foi publicada em Destaques, Idanha-a-Nova com as tags . ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *