Portugal entrou em cuidados intensivos

                                                               Portugal entrou, em cuidados intensivos

Portugal entrou em cuidados intensivos, com a queda na escravatura de uma enorme dívida; a amortização de 14.000 milhões ao FMI anunciado pela ministra Maria Luís Albuquerque até faria todo o sentido, se parte desse dinheiro não tivesse sido retirado aos contribuintes com a promessa de que o devolveriam tão cedo quanto possível, e se a outra parte não tivesse que ser amortizada com novos empréstimos ainda que a juros mais baixos, sendo esta a única ressalva a ter em conta; compreende-se o entusiasmo da ministra que se quer ver livre do FMI, para ficar com mãos livres para negociar os outros 2/3  com os parceiros europeus que fazem parte da TROIKA o BCE e a União Europeia; o que tornaria mais fácil um acordo quanto aos juros e prazos a estabelecer; mas este esforço vai empurrar o país para o subdesenvolvimento e mais pobreza; e a sustentabilidade da dívida tem que ter o suporte de uma economia a crescer, mas tudo aponta para a estagnação; situação que tão cedo não reverterá, porque mesmo que as exportações aumentem, o consumo interno também aumentou e desequilibrou a balança.

No entanto, estou de acordo com o plano de Maria Luís Albuquerque, sabendo a engenharia financeira que lhe vai na mente; que é ver-se livre da Troika com dinheiro que terá que pedir a juros mais baixos como a exemplo, ir busca-lo á banca portuguesa que está a abarrotar de dinheiro porque a economia não responde para o absorver; por isso é que os juros pagos aos depositantes baixaram num ano 500%; o Estado irá substituir uma economia que está parada e até tem uma certa lógica; porque se os bancos entrarem em insolvência, o Estado português terá que assumir prejuízos até 21.000 milhões, que obrigaria Portugal a um novo resgate se por acaso isso vier a acontecer.

Mas a dívida pública teve outras consequências que não foi só a pobreza em que caiu a população portuguesa; ela conduziu à decadência moral e cívica de muitos daqueles que foram no passado recente exemplares cidadãos, e vai ter um forte peso negativo na educação a dar às gerações futuras, em que as escolas terão grande dificuldade em explicar o porquê, de os seus pais e avós terem permitido que lhes tivessem roubado a esperança de um futuro digno a que teriam direito.

Os políticos em Portugal sem qualquer exceção, esqueceram-se da nossa mais-valia futura que são as crianças; que em vez de as prepararem para enfrentar os desafios que se aproximam, e as colocarem em “Pé de Igualdade” com as suas congéneres da Europa, vão herdar uma dívida que nunca conseguirão pagar; tornando-as futuras escravas dos países ricos do Norte da Europa; um crime que terá que ser responsabilizado, porque só assim a história de Portugal conseguirá limpar esta nódoa que é este colossal endividamento; muito feito pela prática de uma má gestão, e outro em benefício de muitos que acreditamos a justiça irá julgar para tranquilizar todos aqueles que amam este país; e assim partirmos de cabeça erguida para a sua recuperação; com o objetivo de o deixarmos limpo para as crianças de hoje e do futuro. Estou convencido que o PS vai estar empenhado em aderir ao plano de Maria Luís Albuquerque que como cidadão também subscrevo; não obstante saber que em nada se parece com a Irlanda que tem vindo a diminuir a divida; enquanto Portugal a vai substituindo por outra com juros mais baixos, recorrendo em grande parte aos bancos portugueses para que não caem na falência, que custaria aos contribuintes o equivalente a 21.000 milhões; uma quantia superior a todos as falências até hoje no seu conjunto; os 14.000 milhões a entregar ao FMI, estão disponíveis nos bancos portugueses e a Srª Ministra sabe-o bem; é matar dois coelhos com uma só cajadada.

Maria Luís Albuquerque

Maria Luís Albuquerque

Dinheiro que não é nosso

Dinheiro que não é nosso

 

 

 

 

 

* Joaquim Vitorino, Jornalista, Colunista do Jornal de Oleiros

Vermelha – Cadaval

 

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