“ADRACES” prepara Estratégia Local de Desenvolvimento 2014-2020

ADRACES prepara Estratégia Local de Desenvolvimento 2014-2020

Foram apresentados, os resultados e os indicadores da implementação do Subprograma 3 do PRODER durante o período 2007-2013, com a participação do Grupo de Ação Local (GAL) Beira Interior Sul, a parceria ampla e representativa de 31 atores de grande relevância no território, que estiveram na origem da criação da Estratégia Local de Desenvolvimento (ELD), onde a ADRACES assume funções de gestão e coordenação do programa comunitário.

Na mesma reunião do GAL BIS definiram-se também as linhas de ação estratégicas para a Beira Interior Sul 2020.

A avaliação externa da abordagem Leader apresentada pelo gabinete de consultoria de Oliveira das Neves concluiu que “a ADRACES conseguiu superar os desafios do programa. O território conseguiu fixar recursos e criar dinâmicas de desenvolvimento assinaláveis. O desafio torna-se ainda maior para o próximo quadro no prolongamento desta eficácia na aplicação dos programas, uma vez que quem faz bem fica obrigado a fazer ainda melhor no Horizonte 2020″.

Contrariando o contexto de crise nacional, marcado por dificuldades no acesso ao crédito e retração da procura que torna mais difícil o retorno dos investimentos, a ADRACES teve, no período 2007-2013, um conjunto de 110 projetos contratados nos quatro concelhos de intervenção (45 em Castelo Branco, 33 em Idanha-a-Nova, 11 em Penamacor e 17 em Vila Velha de Ródão), representando cerca de 10 milhões de euros de investimento público. Das 50 freguesias que integraram o programa, houve implementação de projetos em 33. O impacto direto deste apoio ao investimento resultou no surgimento de 26 novas empresas e na criação de 158 postos de trabalho diretos.

Na fase final de encerramento do programa, o presidente da ADRACES, Joaquim Morão, refere que os indicadores de avaliação mostram a existência de uma boa dinâmica do Grupo de Ação Local Beira Interior Sul e dos territórios rurais no decorrer da fase de programação 2007-2013. “Este programa teve um bom desempenho. A ADRACES teve um conjunto de projetos significativos através da captação de financiamento para o território. Ao longo do trajeto do programa, não só cumpriu os objetivos a que se propôs como acrescentou mais financiamento”.

Joaquim Morão realçou ainda a importância dos projetos na afirmação do território e a prestação do trabalho em rede entre os promotores e os beneficiários. Entende que “quem vive no território é que tem de criar mecanismos de parceria, ter ousadia e correr riscos para ir buscar investimento para fixar população”.

O presidente da ADRACES refere também que o apoio à criação e desenvolvimento de microempresas deve ser o caminho, baseado sobretudo na “aposta nas produções locais e no apoio a projetos de pequena escala e empresas de base familiar, designadamente pequenas indústrias, para alavancar as condições de comercialização dos produtos típicos de qualidade.

* Com Cristina Valente

Reunião GAL -01

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