Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco entre os 19 projetos portugueses nomeados

PRÉMIO EUROPEU MIES VAN DER ROHE 2015

Portugal tem 19 projetos nomeados para o Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2015, anunciou hoje a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 420 candidatos selecionados.

A Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe divulgaram hoje a lista dos candidatos que será depois reduzida a um grupo de finalistas ao galardão, a anunciar no final de janeiro do próximo ano, cujos vencedores serão conhecidos em maio.

Esboço do CCCCB

Esboço do CCCCB

O prémio, no valor de 60 mil euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado “um dos galardões de maior prestígio” na área da arquitetura, destaca o comunicado da Comissão Europeia.

De acordo com a mesma fonte, 19 dos projetos candidatos estão construídos em Portugal: a remodelação da sede do Banco de Portugal em Lisboa (do arquiteto Gonçalo Byrne), o percurso pedonal da Baixa Pombalina ao Castelo de São Jorge, também em Lisboa (Falcão de Campos), a Torre de Palma Wine Hotel, em Monforte, Portalegre (João Mendes Ribeiro), a residência Casa no Tempo, em Montemor-o-Novo (atelier Aires Mateus & Associados), o Centro de Artes Contemporâneas de Ribeira Grande, Açores (João Mendes Ribeiro), o Hotel Quinta do Lobo Branco, em Penafiel, (Atelier And-Ré – Bruno André/ Francisco Salgado Ré).

Estão igualmente nomeados o projeto de ampliação do Museu Marítimo de Ílhavo (ARX Arquitectos – Nuno Mateus/José Mateus), a Casa da Bouça das Cardosas, em Paredes de Coura (Atelier da Bouça – Filipa Guerreiro/ Tiago Correia), a Adega Alves de Sousa, na Cumeeira, Santa Marta de Penaguião (António Belém Lima), a reabilitação do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra (Gonçalo Byrne), o Data Center da Portugal Telecom na Covilhã (João Luís Carrilho da Graça), os edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos (Jorge Mealha), e o Centro de Remo de Alta Competição em Vila Nova de Foz Côa (Álvaro Fernandes Andrade).

CCCCB

Na lista de nomeados estão também o Museu da Oliveira e do Azeite, em Mirandela (Manuel da Graça Dias/Egas José Vieira), o Centro Cultural de Castelo Branco (Josep Lluis Mateo), a Casa Pátio, em Grândola (Atelier Promontório – João Luís Ferreira/João Perloiro/Paulo Perloiro/Paulo Martins Barata/Pedro Appleton), a modernização da Escola Lima de Freitas, em Setúbal (Ricardo Carvalho/Joana Vilhena), o pavilhão multiusos de Viana do Castelo (Eduardo Souto de Moura), a residência E/c, em São Roque do Pico, Açores (Atelier SAMI).

De acordo com a organização, da totalidade dos 420 candidatos, 27 por cento das propostas são da área da habitação, enquanto 24 por cento estão ligadas à cultura, cinco por cento a escritórios e 33 por cento a desporto, comércio, edifícios governamentais, transporte e tipologias urbanas.

O Prémio Mies van der Rohe é bienal e distingue projetos de arquitetura construídos nos dois anos que precedem a sua atribuição. Também entrega um prémio de 20 mil euros a arquitetos no início de carreira.

Entre os vencedores anteriores estão o centro de congressos Harpa, em Reykjavik, na Islândia (Peer Henning Larsen Architects/Teglgaard Jeppesen, Osbjørn Jacobsen, Studio Olafur Eliasson/Olafur Eliasson, Batteríid architects/Sigurður Einarsson ) e o Neues Museum (Novo Museu), em Berlim (David Chipperfield Architects/Julian Harrap).

O projeto de Álvaro Siza Vieira para o antigo Banco Borges e Irmão, em Vila do Conde, foi o projeto distinguido na primeira edição do prémio, em 1988.

*Jornal de Oleiros/Lusa

Esta entrada foi publicada em Destaques, Política, Turismo. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *