Oleiros aprovou Orçamento 2015 com 2 votos contra

“É BAIXO”, DIZ FERNANDO MARQUES JORGE MAS É “100% REALISTA”

A Câmara de Oleiros aprovou por maioria o orçamento para 2015, no valor de 10 milhões de euros, o que traduz uma redução de 09% face a 2014, anunciou hoje o município.

“A redução em 09% do orçamento para 2015 fica a dever-se, sobretudo, à redução de receitas do município e também porque não se prevê quaisquer vendas de património”, disse hoje o presidente da Câmara de Oleiros à agência Lusa.

Fernando Jorge

Fernando Jorge

Fernando Marques Jorge sublinhou ainda que a grande prioridade e a aposta do atual executivo passa pelas questões sociais e pela floresta.

Gostaria também de realizar algumas obras em benefício da população e que considero fundamentais. Falo, em concreto, da construção de um espaço (anfiteatro) que tenha capacidade para receber eventos culturais, espetáculos e outro tipo de iniciativas de relevo que neste momento Oleiros não tem”, adiantou o autarca.

Apesar de admitir que o orçamento de 10 milhões de euros “é baixo”, Fernando Marques Jorge considera que é “100% realista“.

Fomos ouvir os Vereadores da Plataforma Mais Oleiros, António Jorge Mendes Dias e José Alípio das Neves, anotando a sua posição (abaixo)

Era indispensável ouvir a posição de António Jorge Mendes Dias e José Alípio das Neves relativamente ao Orçamento de 2015 de que damos conta na nota abaixo.

Recordamos que António Jorge Mendes Dias e José Alípio das Neves foram eleitos pela plataforma de cidadãos Mais Concelho de Oleiros e neste Orçamento 2015 votaram contra a proposta, entendendo que a mesma não reflecte aquilo que consideraram que deveriam ser as opções do Município para o próximo ano.

Fazem notar “Trata-se de um orçamento que, claramente, revela que as maiores preocupações do Município estão centradas na “divulgação”, “imagem” e “festas / feiras” e está claramente direccionado para duas obras que, nos dias que correm e em face do que são as nossas necessidades, não podem ser consideradas prioritárias; referimo-nos, em concreto, à requalificação das Devesas Altas e Museu da Montanha.

Ao nível dos grandes projectos, dizem “merecem particular discordância as propostas para as Devesas Altas – em que só para estudo e projecto são considerados, em termos de orçamento, mais de duzentos e cinquenta mil euros! “– estão em desacordo ainda com projecto Museu da Montanha, “…pois apesar de se considerar muito importante que Oleiros (ou melhor, o concelho de Oleiros) disponha de um museu, entende-se que as verbas consideradas são desproporcionadas em face do que é esta necessidade.

Consideram ainda…” incompreensíveis os valores considerados nos itens saneamento básico, no caso para a margem direita da Ribeira de Oleiros (Lameira, Torna, Santo António, etc) e substituição das condutas de abastecimento de água, ainda em fibro-cimento, que asseguram grande parte do abastecimento de água á vila de Oleiros; e, bem assim, a rubrica do saneamento para Ameixoeira, Retaxo e Roqueiro, na freguesia de Oleiros-Estreito, já que os montantes considerados não permitem conceber-se a efectivação destas infra-estruturas, cuja premência, a titulo de exemplo, é muito maior que a requalificação das Devesas Altas ou o Museu da Montanha”.

Entendem,…“que são incompreensíveis os inúmeros itens “estudos e projectos”, quando o Município dispõe de um Gabinete Técnico que deveria assegurar uma grande parte dos “estudos e projectos” de que o Município precisa” e,

…“são excessivos os valores orçamentados nas rubricas “divulgação” e, a este respeito entendem que a politica de comunicação do Município carece de ser revista. Tem presente que a divulgação do concelho e do que se faz é muito importante, mas a título de exemplo adiantam… “ que é possível conseguirem-se boas acções de divulgação com recursos escassos, referem as divulgações que tem sido feitas através de Associações – como são os casos dos eventos da Pinhal Total e Trilhos do Estreito – que com muito poucos recursos tem conseguido, a este nível, excelentes resultados”.

Concluindo, afirmam…

…”se há aspectos positivos no Orçamento – de que se destacam, claramente, a componente social e cultural do Orçamento, a rubrica destinada à implementação da videovigilância no combate aos fogos florestais e (finalmente!) a conclusão do processo da legalização da Zona Industrial do Açude Pinto  – verifica-se que aqueles aspectos negativos referenciados, que não foram revistos em sede de discussão, se sobrepõem aos positivos considerados e, daí, o voto contra!

António Jorge Mendes Dias

 

 

 

 

 

 

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
Esta entrada foi publicada em Destaques, Oleiros. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *