Associação Colher para Semear propõe cinema sobre agricultura e ruralidade

MONSANTO RECEBE DE 5 A 7 DE DEZEMBRO “AO ENCONTRO DA SEMENTE”

Sete documentários sobre ruralidade e práticas agrícolas serão exibidos, entre sexta-feira e domingo, em Idanha-a-Nova no ciclo “Cinema com Terra”, organizado pela Associação Colher Para Semear, foi hoje anunciado.

A associação propõe sete filmes que “debatem diversos e importantes aspectos da agricultura e da ruralidade no mundo contemporâneo”, como “Abelhas e homens”, do realizador suíço Markus Inhoof, sobre o desaparecimento de colónias de abelhas ao longo da última década e meia, e “Pierre Rabhi, em nome da terra”, de Marie-Monique Dhelsing, sobre aquele agricultor e escritor francês, considerado pioneiro da agroecologia.

O ciclo incluirá ainda “O pão”, curta-metragem de Luís Vintém sobre Manuel Maneira, um homem que trocou a enfermagem pela agricultura e pela arte de preparar e cozer o pão, e “Dióspiros vermelhos”, de Shinsuke Ogawa, sobre a colheita, descasque, secagem e venda de uma variedade de dióspiros numa aldeia do norte rural do Japão.

“Cinema com terra” abrirá com “Pão que o diabo amassou”, documentário do realizador luso-francês José Vieira, rodado entre 2010 e 2011 em Adsamo, uma aldeia da Beira Alta.

Monsanto, Idanha-a-Nova

Monsanto, Idanha-a-Nova

O ciclo de cinema acontecerá no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, concelho onde a Associação Colher Para Semear tem estado a fazer um levantamento de plantas cultivares, tal como já fez noutras localidades.

Este levantamento culminará na iniciativa “Ao Encontro da Semente”, que acontecerá de 05 a 07 de dezembro na aldeia de Monsanto.

A Associação Colher para Semear tem vindo a fazer um levantamento de diversas sementes tradicionais para contrariar a perda de biodiversidade agrícola e evitar que algumas variedades desapareçam por completo.

Um dos objetivos da associação é “formar e incentivar os agricultores para a recolha anual das suas próprias sementes, assim como estimular a sua troca, assegurando-lhes uma independência e autonomia em termos de sementeiras”.

*Com Lusa

Esta entrada foi publicada em Destaques, Idanha-a-Nova. ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *