Vila Velha de Ródão aprova orçamento de 7,7 milhões de euros para 2015

AUMENTO DE 4,6% RELATIVAMENTE A 2014

A Câmara de Vila Velha de Ródão aprovou o orçamento para 2015, no valor de 7,7 milhões de euros, que traduz num aumento de 4,6 % relativamente a 2014, anunciou hoje o município.

O orçamento e o plano da Câmara foram aprovados com o voto favorável da maioria socialista e a abstenção da vereadora do PSD.

O presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão disse hoje à agência Lusa que o aumento de 4,6 % deve-se, essencialmente, “à revisão da metodologia de dedução do IVA, para o método de afetação mista, que criou uma oportunidade de melhoria de recuperação do imposto” por parte dos municípios.

Luís Pereira explicou ainda que, quer na elaboração do orçamento, quer do plano, foram tidas em linha de conta “todas as premissas fundamentais num contexto de incerteza económica e financeira”.

Luís Pereira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão

Luís Pereira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão

“Os documentos consubstanciam uma estratégia de rigor e contenção, no sentido da consolidação das finanças municipais, bem como do desenvolvimento sustentável e harmonioso do município”, disse.

A melhoria da qualidade de vida dos munícipes e a disponibilidade de recursos para a promoção de medidas de estímulo à atividade económica são as grandes preocupações do autarca.

E, neste sentido, a estruturação e requalificação de espaços públicos vão ser uma área prioritária para o município, que prevê concluir a requalificação do Cabeço das Pesqueiras e dar início à terceira fase do projeto do Parque Ambiental do Tejo.

“Ainda que o Estado central nos obrigue a uma gestão mais rigorosa e criteriosa, não deixaremos de honrar os nossos compromissos. Não podemos esperar pelo desenvolvimento do país para apoiar e incentivar as famílias que escolheram viver no interior cada vez mais empobrecido e envelhecido”, adiantou.

Luís Pereira sublinhou que o orçamento e o plano para 2015 constituíram um “verdadeiro desafio” ao executivo municipal.

“Estes documentos foram elaborados numa conjuntura económica complexa, marcado pela atual crise económica e financeira, mas apesar de todos os condicionalismos estes não impedem o executivo de apostar em áreas consideradas essenciais”, referiu.

O autarca deixou bem claro que para o próximo ano uma das apostas com maior expressividade está centrada no “reforço da consolidação das políticas sociais e na reabilitação urbana”, sem esquecer a “intensificação de esforços” para a fixação de empresas e a criação de emprego.

*JO/Lusa
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