Câmara da Covilhã aprova “orçamento possível” no valor de 34,7 milhões de euros

SEIS DOS SETE VEREADORES VOTARAM OS DOCUMENTOS FAVORAVELMENTE

Vítor Pereira

Vítor Pereira

A Câmara da Covilhã aprovou hoje por maioria o orçamento para 2015, no valor de 34,7 milhões de euros, que, segundo o presidente da autarquia, Vítor Pereira (PS), é o “possível no contexto de dificuldades económicas”.

“Pela primeira vez nos últimos 20 anos fazemos um orçamento realista, porque atende aos factos que temos na nossa economia, nas nossas finanças e na nossa disponibilidade. E o que temos é uma economia nacional e regional que está arrefecida, mercê da crise, o que tem implicações imediatas em termos de receita”, referiu no final da reunião privada do executivo.

O autarca destacou que o documento pretende “aproximar a despesa das reais receitas da autarquia”, motivo pelo qual apresenta uma redução de cerca de oito milhões de euros (cerca 20%) em relação ao orçamento de 2014, que foi no valor 42,9 milhões de euros.

Vítor Pereira, que classificou o orçamento como sendo de “contenção”, explicou ainda que diminuição está refletida em quase todas as rubricas do documento, designadamente na das despesas correntes, que passaram dos 20 milhões de euros, em 2014, para os 18 milhões de euros.

A única exceção verifica-se nas transferências para as juntas de freguesia, que tiveram um aumento de cerca de 634 mil euros, ou seja, de 32%, já que o executivo continua a querer ter “um verdadeiro orçamento das freguesias”.

“Mantemos o acento tónico nas juntas de freguesia, porque são elas que estão na linha da frente, na linha de combate. [São] quem todos os dias se confronta com as reais necessidades dos nossos concidadãos e quem tem que a elas responder, pelo que também têm de ter meios aos seu dispor”, justificou.

O presidente do município covilhanense esclareceu que, estando num ano de transição para o acesso aos fundos comunitários, o investimento pode ser mais realista, mas destacou que, caso haja antecipação nas datas de acesso aos fundos, o executivo poderá optar por um “orçamento retificativo”.

“Estamos a cumprir com o previsto na lei das finanças locais, mas, num quadro de mudança e antecipação, faz-se uma revisão, até porque os orçamentos são documentos dinâmicos”, ressalvou.

José Pinto vereador CDU

José Pinto vereador CDU

No que concerne à realização de obras, o autarca destacou a necessária recuperação do Teatro Municipal da Covilhã, que pretende concluir “pelo menos até final do mandato”, passando assim a dotar a cidade de uma casa de espetáculos com “condições e segurança”.

Na votação dos documentos, seis dos sete vereadores votaram os documentos favoravelmente.

Pedro Farromba, do Movimento Acreditar Covilhã, que criticou o “fraco investimento previsto”, optou pela abstenção como “voto de confiança”.

Já o outro eleito do MAC, Nelson Silva, votou a favor e classificou o orçamento como sendo “realista, prudente e adequado à situação do município”.

O vereador do PSD, Joaquim Matias, explicou que votou a favor visto que está previsto o “reforço positivo” das verbas nas transferências para as freguesias, para a educação e ação social.

O vereador da CDU, José Pinto, também seguiu esse sentido de voto por considerar que o orçamento apresenta “melhorias fundamentais” e que deixou de estar inflacionado.

*Jornal de Oleiros/Lusa

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