Fundão espera classificação de Castelo Novo e Alpedrinha “a curto prazo”

“DOIS CONJUNTOS PATRIMONIAIS DE RECONHECIDO VALOR HISTÓRICO”

A Câmara do Fundão espera que a classificação patrimonial da aldeia histórica de Castelo Novo e da vila de Alpedrinha ocorra “a curto prazo”, isto depois de a tutela ter deixado caducar os respetivos processos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do município, Paulo Fernandes (PSD), explicou que os dossiês estiveram nas entidades competentes “durante mais de uma década” e que a autarquia tomou conhecimento da sua caducidade há cerca de três anos, altura desde a qual tem vindo a envidar esforços para que a situação seja alterada.

“Estamos em plena colaboração com a Direção Regional de Cultura do Centro para conseguirmos retomar o procedimento de classificação. Neste momento, estamos à espera dos relatórios, mas creio que, a curto prazo, eventualmente nas próximas semanas, se possa avançar com esse reconhecimento, que é mais do que merecido”, referiu.

Chafariz D. João V em Alpedrinha

Chafariz D. João V em Alpedrinha

O autarca assumiu a expectativa de que a classificação seja de “âmbito nacional”, já que diz respeito a “dois conjuntos patrimoniais de reconhecido valor histórico”, um dos quais – Castelo Novo – inserido na Rede de Aldeias Históricas Portuguesas.

“Efetivamente, até é um pouco estranho termos na mesma rede aldeias que são classificadas e outras que não o foram”, apontou.

Paulo Fernandes recordou que já se investiram perto de 100 milhões de euros na requalificação e valorização das aldeias que integram a rede, sete milhões dos quais em Castelo Novo, motivo pelo qual considerou que “seria de facto um disparate este país não reconhecer a valia patrimonial em causa”.

Também classificou como “lamentável” o facto de a tutela não ter tido “capacidade de resposta” para ultimar os procedimentos, deixando aquelas localidades sem medidas de proteção e salvaguarda do património, para além dos regulamentos municipais que foram, entretanto, aprovados pela autarquia.

Pelourinho de Castelo Novo

Pelourinho de Castelo Novo

“Ter esse selo de classificação mais abrangente pode ser vital para a atração de turistas, investidores, bem como para eventuais candidaturas a programas nacionais e internacionais de apoio à salvaguarda do património”, ressalvou.

No concelho, estão ainda em aberto os processos de classificação do Convento do São António, da Capela e Largo de São Francisco e o da Capela e Largo do Espírito Santo.

Os dois últimos conjuntos já contam com a abertura do procedimento de classificação publicada em Diário da República (dia 21 de outubro), isto depois de a mesma ter sido requerida por uma fundanense.

*JO/Lusa

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