Cooperativa cria projeto para promover a participação cívica na Covilhã

COVILHÃ

A Coolabora, cooperativa de consultoria e intervenção social, vai lançar um projeto que pretende promover a participação cívica na Covilhã e que será concretizado em parceria com algumas das coletividades da cidade, anunciou hoje aquela organização.

Em declarações à agência Lusa, Graça Rojão, técnica social da Coolabora, explicou que o projeto envolverá quatro coletividades, uma companhia de teatro e uma confederação, através das quais será lançado o repto aos cidadãos para que se envolvam em determinadas ações, de modo a “contrariar aquilo que é a cada vez maior demissão cívica das comunidades”.

Graça Rojão

Graça Rojão

“No fundo, vamos interpelar as pessoas e perguntar-lhes o que é que cada um de nós pode fazer para melhorar o sítio onde mora e, naturalmente, envolve-las numa lógica de intervenção”, referiu Graça Rojão.

Com a denominação de “Género Coletivo”, este projeto deverá ainda contribuir para a promoção da igualdade de género, uma vez que serão levadas a cabo ações primordialmente destinadas àqueles que normalmente estão mais afastados da ação cívica, como sejam as “mulheres que, por norma, apresentam uma participação cívica mais baixa do que os homens”.

Para atingir este objetivo específico, será desenvolvida uma “plataforma de formação política”, levada a cabo através de formações semestrais, que se destina exclusivamente às mulheres.

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“Podemos, por exemplo, promover a sua participação quer ao nível da atividade das juntas de freguesias ou das coletividades, instituições de solidariedade social e outras, como seja a própria autarquia”, apontou.

Entre as ações genéricas conta-se ainda a realização de ciclos de debate/intervenção e a criação de uma “rede colaborativa” que terá como base a organização de pessoas que se voluntariem, a título gratuito, para trabalhar pela melhoria do bem-estar da comunidade.

Está ainda prevista uma ação de teatro participativo, na qual se realizarão várias oficinas de teatro nas coletividades. Destas oficinas e da troca de experiências deve depois resultar uma apresentação, na qual serão representados os problemas ou histórias da comunidade.

No final do projeto, em março de 2016, haverá uma apresentação para o público em geral, que reúne o trabalho feito nas quatro coletividades.

Este projeto foi aprovado e será financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian em cerca de 96 mil euros.

*Jornal de Oleiros/Lusa

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