Politécnico de Castelo Branco com menos 1,38 ME em 2015

DURANTE A CERIMÓNIA COMEMORATIVA DO 34º ANIVERSÁRIO

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), Carlos Maia, disse hoje que a instituição terá em 2015 um orçamento “bastante exigente”, com menos 1,38 milhões de euros do que em 2014.

“Teremos em 2015 um orçamento bastante exigente, com menos um 1,38 milhões de euros do que em 2014”, disse o presidente do IPCB durante a cerimónia comemorativa do 34.º aniversário da instituição.

Carlos Maia

Carlos Maia

Carlos Maia reportou-se ainda aos “sérios desafios” que o IPCB tem pela frente e adiantou que, por um lado, existem aqueles que são colocados pela contínua redução do orçamento” e, por outro, “a adequação da instituição às necessidades atuais”.

“As restrições ao financiamento público das instituições de ensino superior, com uma contínua e acentuada redução das transferências do Orçamento do Estado (OE) têm gerado dificuldades estruturais no funcionamento do IPCB e na concretização da estratégia institucional”, sublinhou.

O responsável do Politécnico de Castelo Branco disse, contudo, conhecer a situação em que o país se encontra e mostrou-se “solidário” com o esforço de contenção orçamental.

No entanto, adiantou que “não é razoável a acomodação de mais cortes, que já interferem com o funcionamento das instituições a vários níveis”.

“Só nos três anos de período de vigência do memorando de entendimento com a ‘troika’ o ensino superior viu as suas dotações serem reduzidas em 260 milhões de euros”, recordou.

Carlos Maia citou o relatório “Education at a Glance 2014”, divulgado em setembro, no qual se refere que em Portugal o valor por aluno no ensino superior volta a estar abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“O valor médio é de 7.769 euros em Portugal, enquanto na OCDE é de 10.876 euros”, disse.

Em termos internos, o presidente do IPCB disse que a instituição deu início à implementação de um conjunto de medidas com vista à sua reestruturação e adequação “às novas realidades”.

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Estas medidas visam três objetivos essenciais: a implementação de práticas que contribuam para a elevação dos padrões de qualidade e de produtividade, o reforço da coesão interna e da visibilidade, e a imagem da instituição na comunidade.

Carlos Maia considerou, no entanto, que é necessário “aprofundar a reestruturação e alargá-la a todos os níveis”.

E, nesse sentido disse que existem vários modelos que podem suportar a nova arquitetura institucional, pelo que irá propor ao Conselho Geral uma avaliação das “vantagens e desvantagens” do atual modelo, para que, posteriormente, “possa ser desencadeado um debate aprofundado e participado de todos os corpos da instituição”.

“A decisão que melhor sirva os interesses do IPCB e da região resultará, pois, da auscultação e da análise dos vários intervenientes”, disse.

“A qualificação dos cidadãos é a única forma de aumentar a produtividade, atratividade e a competitividade”, concluiu.

*Jornal de Oleiros/Lusa
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