Reitor diz que a Beira Interior é a “universidade portuguesa mais subfinanciada”

COVILHÃ

O reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) alertou hoje para as “enormes” dificuldades económicas da instituição, que, segundo denunciou, é “a universidade portuguesa mais subfinanciada” do país.

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António Fidalgo

António Fidalgo, que falava durante a sessão solene de abertura do ano académico, sublinhou que a UBI é “crónica e escandalosamente subfinanciada”, justificando a afirmação com uma análise dos números que demonstram que a universidade serrana tem sido prejudicada.

“Do montante global do Orçamento do Estado destinado ao ensino superior (…) deveríamos receber 2,91%. Pois fiquem sabendo que em 2013 apenas recebemos 2,30%. Ou seja, a UBI deveria receber mais 26% do que aquilo que efetivamente recebe para chegar à média de financiamento nacional”, afirmou.

O reitor esclareceu que a “discrepância” tem como base “o famigerado histórico do financiamento”, ditado pelos financiamentos de anos anteriores, e também sublinhou que a esse problema se soma ainda o das cativações orçamentais.

“Em 2013, tal representou [para a UBI] meio milhão de euros, cativações que outras instituições, sem subfinanciamento crónico, não tiveram”, acrescentou.

UBI

Situações que levam a UBI a lutar com “dificuldades enormes”, já que, segundo o reitor, os “cortes efetuados chegaram ao osso”, que levam, por exemplo, à “falta de pessoal docente e não docente”.

António Fidalgo reivindicou, por tudo isto, um tratamento “justo e equitativo”, mas também prometeu que a instituição não desanimará e continuará a cumprir o “dever de bem ensinar e investigar”.

*Com Lusa
 

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