Paulo Portas diz que Portugal é um país “profundamente desigual” no investimento

DURANTE A VISITA À AMS-BR “STAR PAPER”

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse ontem que Portugal é um país “profundamente desigual” em relação ao investimento que se faz no interior e no litoral.

“Há dois ‘is’ e dois ‘es’ que me impressionam neste projeto [da AMS-BR “Star Paper”]. O primeiro ‘i’ é precisamente o investimento no interior, porque nós temos um país que é profundamente desigual nesta matéria”, declarou Paulo Portas, em Vila Velha de Ródão.

Paulo Portas Foto: António José/Lusa

Paulo Portas Foto: António José/Lusa

O governante deslocou-se às instalações da empresa de papel “tissue” AMS-BR “Star Paper”, recentemente galardoada em Nápoles, com o prémio europeu de promoção empresarial, na categoria de apoio ao desenvolvimento de mercados ecológicos e à eficiência dos recursos.

O vice-primeiro-ministro sublinhou que só se combate o “inverno demográfico da Europa e, no caso de Portugal, com rejuvenescimento também empresarial”.

E, quanto à discriminação positiva do interior do país em relação ao investimento, Paulo Portas disse que essa discriminação “foi acolhida no novo código fiscal de apoio ao investimento, que majorou e melhorou o desconto fiscal que uma empresa recebe por investir agora no interior”.

Durante a visita à fábrica de Vila Velha de Ródão, Portas inaugurou uma nova linha de transformação e assistiu à apresentação do novo plano de investimentos, no valor de 39 milhões de euros, que contempla a expansão da unidade produtiva e a criação de mais 71 postos de trabalho.

O vice-primeiro-ministro realçou o projeto de apoio ao desenvolvimento de mercados ecológicos e à eficiência de recursos da AMS-BR “Star Paper”, que venceu o prémio “European Enterprise Promotion Awards 2014”, em Nápoles.

Afirmou que “é um orgulho para Portugal que o prémio seja dado a uma empresa portuguesa e é um orgulho para os portugueses, que esse prémio seja recebido aqui no interior”.

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O governante adiantou também que tem usado algum do seu tempo a procurar que os contratos que representam a atração de investimento nacional ou estrangeiro não sejam apenas distribuídos pelo litoral e que “não reforcem a litoralização do país”.

“Pelo contrário, espero que possam ser justamente distribuídos pelo território, desde que os municípios também compreendam que a competitividade entre as suas ofertas faz parte de uma política de atração de investimento. Há os que o fazem, como é o caso [de Vila Velha de Ródão]”, concluiu.

*Com Lusa

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