Miguel Macedo diz que nenhum Governo gosta de percorrer “um caminho tão duro”

ESTA NOITE EM CASTELO BRANCO

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse hoje, na qualidade de dirigente do PSD, que nenhum Governo tem gosto em percorrer um “caminho tão duro” quanto aquele que o país teve que fazer nos últimos anos.

“Nenhum Governo, nem este nem nenhum outro, não tenho nenhum problema em o dizer desta forma, tem gosto em percorrer um caminho tão duro quanto aquele que o país teve que fazer ao longo destes três anos”, disse Miguel Macedo.

Miguel Macedo

Miguel Macedo em Castelo Branco

O governante falava em Castelo Branco, à margem do ciclo de conferências “Encontros da Região com o Governo”, promovido pela Comissão Política Distrital do PSD local, que decorreu à porta fechada.

O dirigente social-democrata explicou: “[o caminho que o Governo teve que percorrer] foi-nos imposto e o não percorrê-lo, significaria do nosso ponto de vista, não só prolongar o sofrimento das pessoas como impor ao país acrescidos sacrifícios em relação aqueles que tiveram que ser tomados”.

Questionado sobre uma eventual descida de impostos no Orçamento do Estado para 2015 e o desejo do partido de coligação, CDS-PP, em baixar os impostos, o governante limitou-se a dizer que “só no sábado é que se pode falar sobre isso [Orçamento]”.

“Está agendado um Conselho de Ministros extraordinário e portanto, só nessa altura se saberá a decisão que irá sair do Conselho de Ministros. Não se trata do PSD e do parceiro de coligação [CDS/PP], trata-se de uma proposta que sairá do Conselho de Ministros”, sublinhou.

Miguel Macedo

Miguel Macedo

Miguel Macedo disse também que espera “que quem [o Governo] durante três anos foi tão fustigado por ser acusado de estar a castigar o povo, utilizando uma expressão que era comum no discurso político, agora não seja sovado por, alegadamente, estar a dar rebuçados ao povo”.

O dirigente social-democrata sublinhou ainda que o PSD vai enfrentar a campanha eleitoral para as próximas eleições legislativas “de cabeça levantada”.

“Vamos fazer a luta política no plano democrático, defendendo as nossas ideias, dizendo aquilo que se passou durante esta legislatura, mas sem esquecer aquilo que determinou a situação muito difícil que tivemos que enfrentar”, concluiu.

*Com Lusa

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