Companhia de teatro comemora dez anos com peça que estreia no sábado no Fundão

A ESTAÇÃO TEATRAL DA BEIRA INTERIOR

A Estação Teatral da Beira Interior (ESTE) estreia no sábado, no Fundão, a peça “Estava eu tão sossegada”, um espetáculo musical que revisita as produções da companhia de forma a assinalar o décimo aniversário deste grupo de teatro.

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“É uma peça musical que revisita todas as produções da companhia, a partir das músicas de cada peça, que na sua maioria são originais e que ficaram no imaginário recente do Fundão. Portanto, teremos um espetáculo de comemoração, que envolve muita gente e que será completamente diferente do que temos feito”, explicou, em declarações à agência Lusa, o diretor artístico da ESTE, Nuno Pino Custódio.

O novo espetáculo, que envolve a participação de cerca de 20 pessoas, está integrado nas comemorações de aniversário da companhia, que se estendem até dia 06 de dezembro e envolvem a apresentação das peças “Estava Eu tão Sossegada”, “A Entrada do Rei” e “Cozinheiros”, num total de dez espetáculos a realizar no Fundão e em outras das freguesias do concelho.

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“Estar em permanente contacto com a sociedade, conseguirmos um permanente diálogo com quem nos assiste, chegar ao maior número possível de espetadores e levar o teatro até um público mais vasto serão sempre objetivos da nossa ação. Portanto, no aniversário, não iríamos deixar de levar a cabo um projeto de itinerância”, justificou Nuno Pino Custódio.

Em relação aos últimos dez anos, Nuno Pino Custódio fez um balanço “muito positivo” da atividade da companhia que “ultrapassou constrangimentos” e conseguiu produzir 25 peças (24 originais e uma adaptação), que tiveram em média 80 a 90 espetadores (houve apresentações com casa cheia e outras menos concorridas).

“Foram anos muito intensos, sempre baseados nos nossos cinco pilares, que serão mantidos nos anos vindouros porque são eles que nos distinguem”, acrescentou, especificando que os pontos em causa se prendem com “a vertente pedagógica, a vertente de criação, de formação interna, a vertente de programação e a vertente de itinerância e internacionalização”.

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Também para o futuro é plano desta companhia de teatro conseguir ter uma sede/armazém que permita albergar todas as componentes (administrativa, logística e de criação) de atividade, que atualmente estão espalhadas por vários espaços da cidade, cedidos pela autarquia local.

A ESTE é financiada pela Direção Geral das Artes num plano de atividades para quatro anos, reconhecida como parceiro e promotor cultural pela Câmara Municipal do Fundão e tem sido promotora vários projetos educativos e de teatro para crianças que já chegaram a envolver as crianças de todas as escolas de primeiro ciclo do concelho.

*JO/Lusa

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