Ex-coordenador de escola em Castelo Branco critica dois anos de salários em atraso

FRANCISCO ROMÃO DIZ QUE A SITUAÇÃO ESTEVE NA ORIGEM DA SUA DEMISSÃO

Os 20 professores do polo de Castelo Branco do Inetese – Instituto de Educação Técnica de Seguros estão sem receber salários há quase dois anos, disse hoje agência à Lusa o ex-coordenador da instituição.

“Há professores [do polo de Castelo Branco] que desde dezembro de 2012 não recebem salários e outros que não recebem qualquer verba desde janeiro de 2013”, disse Francisco Romão.

Francisco Romão

Francisco Romão

À agência Lusa, o atual diretor-geral executivo do Inetese disse que os professores “não estão com salários em atraso porque não pertencem aos quadros da escola”.

Jorge Antunes explicou tratar-se de profissionais liberais que estão em regime de prestação de serviços e refutou que haja salários em atraso desde 2012.

“Não confirmo. Existem, sim, alguns meses de 2012 por pagar e, em 2013, foram pagos também alguns meses” adiantou.

Porém, o ex-coordenador do polo de Castelo Branco do Inetese explicou que a situação dos salários em atraso do corpo docente da escola profissional tem-se vindo a agravar nos últimos anos.

Francisco Romão adiantou ainda que esta situação esteve na origem da sua demissão do cargo de coordenador em 11 de setembro deste ano, uma vez que “não tinha sequer acesso ao orçamento real do polo de Castelo Branco”.

“A gestão financeira [do polo] sempre esteve concentrada em Lisboa. Decidi sair ao fim de 24 anos, devido à situação e ao facto de não gerir financeiramente o polo. A gestão era apenas administrativa”, disse.

INETESE

Mas, para Jorge Antunes, a instituição mudou de gestão (órgãos sociais) em abril de 2014, sendo que, até essa data, “a gestão da instituição era feita de forma transversal e não localmente”.

O associado maioritário do Inetese era, até abril de 2014, o Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Seguradora (STAS), que detinha 50% da instituição e que “dominava a gestão”.

Jorge Antunes explicou que, neste momento, os novos órgãos sociais do Inetese têm em curso um processo de reorganização que “vai continuar por mais um ou dois anos”.

“Estamos a tentar criar equilíbrios. A prioridade é pagar aos professores. Fizemos reuniões com os docentes para combinar planos de pagamento”, sublinhou o diretor-geral executivo da instituição.

 *Com Lusa

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