Proença-a-Nova quer que UE obrigue Governo a tomar medidas sobre envelhecimento

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AS CÂMARAS “JÁ NÃO PODEM FAZER MAIS NADA”

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova disse hoje esperar que a União Europeia (UE) obrigue o Governo português a “fazer alguma coisa” em relação ao envelhecimento da população no seu concelho.

João Paulo Catarino

João Paulo Catarino

“A nossa esperança é que a UE, olhando para os dados sobre o envelhecimento da população na região do Pinhal Interior Sul e, nomeadamente, no concelho de Proença-a-Nova, obrigue o Governo a fazer alguma coisa por estes territórios”, afirmou João Paulo Catarino à agência Lusa.

O autarca reagiu desta forma aos dados divulgados pelo Eurostat, que dão conta de que a região do Pinhal Interior Sul, onde se inclui o concelho de Proença-a-Nova, era, em 2013, a região mais envelhecida da Europa, com 32,4% da população com mais de 65 anos.

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) adiantou que as câmaras municipais “já não podem fazer mais” para evitar esta situação.

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“Nós já fazemos o nosso papel. Oferecemos habitação, manuais escolares, transportes. Não podemos oferecer emprego”, sublinhou.

Segundo o autarca, o que está em causa é uma “ausência completa de políticas descentralizadoras e de desenvolvimento regional nestes territórios durante as últimas três décadas”.

Adiantou também que “o Estado demitiu-se das suas funções para desenvolver o país como um todo”.

Defendeu ainda que deve haver uma majoração para os investimentos públicos e privados nas regiões do interior.

“Não podemos oferecer as mesmas condições a quem quer investir em Oleiros e em Proença-a-Nova ou em Torres Novas, por exemplo”, disse.

“Julgo que o próximo quadro comunitário de apoio (QCA) aponta no sentido de haver essa majoração positiva, o que será uma boa medida”, sustentou o autarca.

Velha à lareira

João Paulo Catarino explicou também que a decisão do Governo de encerrar serviços públicos, em áreas tão importantes como o ensino, saúde, finanças e justiça, não ajudam em nada à fixação de jovens nestas regiões.

O autarca voltou a defender que as medidas para fomentar a natalidade também devem ser majoradas nos territórios onde essa redução é estrutural e não conjuntural.

*JO/Lusa

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