Antigo presidente da Câmara da Covilhã diz que a dívida não passava dos 50 milhões

CARLOS PINTO DESMENTE VÍTOR PEREIRA

O antigo presidente da Câmara da Covilhã Carlos Pinto garantiu que a dívida do município até 30 de setembro de 2013 não passava dos 50 milhões de euros, ao contrário do que foi veiculado pelo seu sucessor no cargo.

Carlos Pinto

Carlos Pinto

O presidente do município covilhanense, Vítor Pereira (PS), revelou, no final de uma reunião do executivo, que o relatório final de uma auditoria externa realizada às contas da câmara aponta para um passivo superior a 150 milhões de euros, 16 milhões dos quais respeitantes a dívida não contabilizada e 9,2 milhões de euros relativos às empresas municipais.

Contactado pela agência Lusa, o social-democrata Carlos Pinto, que foi presidente daquele município até à data indicada, desmentiu essa informação e garantiu que quando cessou funções a “autarquia não tinha dívidas ocultas”.

“A dívida era de cerca de 50 milhões de euros, com 10 milhões à EDP que herdei, 15 milhões de habitação social e restante parte própria para complementar investimento comunitário, em 20 anos”, afirmou em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Carlos Pinto sublinhou que tais valores estavam validados “nos termos da lei pelo Revisor Oficial de Contas” e que foram comunicados “às entidades de tutela”, bem como confirmados “em relatório de auditoria” pedido a uma empresa que, sublinhou, tem “auditores seniores”.

O antigo autarca disse ter entregado o relatório ao atual presidente e questionou a credibilidade da auditoria entretanto realizada da qual as conclusões gerais foram hoje tornadas públicas.

COVILHA

“O relatório foi feito por um estagiário, sem a credibilidade de auditores seniores, e que se viu em apuros para resistir às tentativas de manipulação do texto do relatório por parte do presidente da câmara”, acusou, frisando que “a conversa do relatório da ‘auditoria’ dura desde a tomada de posse”.

Quanto às dívidas das empresas municipais, esclareceu que os 7,6 milhões de euros respeitantes à empresa Águas da Covilhã “têm programação a 10 anos” e que são de uma empresa detida pelo município em 51%, num património de 80 milhões de euros”.

“Os 1,6 milhões do Parkurbis, que tem um património de seis milhões de euros, tem o pagamento programado até 2030”, acrescentou.

Carlos Pinto referiu ainda que o atual presidente do município “pode ter de responder em lugar próprio se prosseguir em tentativas primárias e sem ponta de dignidade institucional, por quaisquer distorções à verdade”.

*Jornal de Oleiros/Lusa

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