INQUIETUDE – Tenacidade e capacidade de luta

Inquietude

Tenacidade e capacidade de luta

Primárias no PS

Primárias no PS

Estamos a três dias das primeiras eleições primárias, alguma vez realizadas em Portugal, no âmbito da escolha de um candidato a primeiro-ministro.

Foi pela mão de António José Seguro, que tal facto vem a ser possível. Desafiado a demitir-se, após uma vitória eleitoral, por António Costa, Seguro não o fez, muito bem, e colocou a fasquia alta, introduzindo umas eleições em Portugal, já existentes noutros países, que vieram alterar a forma como muitos portugueses olhavam para a política e os políticos, motivando-os à participação e devolvendo as atenções para o Partido Socialista.

António José Seguro soube ler o que os resultados das eleições Europeias disseram e simultaneamente abriu o partido aos simpatizantes, motivou-os e obrigou Costa a ir à luta e perceber que, afinal, esta disputa não ia ser pera fácil. E não está a ser. Nem para Seguro nem para Costa. Para António José Seguro, porque tinha contra ele um enorme leque de órgãos de comunicação social, comentadores e interesses instalados que há muito vinham a preparar o terreno para esta investida do presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Para António Costa, porque pensou que o secretário-geral do PS atiraria facilmente e sem grande resistência a toalha ao chão e saiu-lhe o tiro pela culatra. Seguro foi à luta e as posições, agora, parecem cada vez mais invertidas.

Ao invés de António José Seguro, que revela uma capacidade de luta, persistência e tenacidade, que muitos julgariam impossível, António Costa foi-se esvaziando, ao logo destes três meses, sem ideias, sem propostas concretas, resguardando-se nos apoios dos históricos e notáveis do partido, perdido com o que nunca imaginou poder vir-lhe a acontecer. A possibilidade de uma derrota.

Dia 28, todas as dúvidas serão dissipadas.

António José Seguro

António José Seguro

Ganhe Seguro ou Costa, no dia seguinte nada será como antes. Haverá mazelas, psicológicas, que demorarão algum tempo a curar.

Resta saber quanto e se o Partido Socialista ainda vai a tempo de lutar por uma vitória nas Legislativas e derrotar o atual governo da direita neoliberal.

Aconteça o que acontecer, Costa já ganhou, no mínimo, um lugar na história, como o responsável desta crise no Partido Socialista.

António Costa

António Costa

* INQUIETUDE, Coluna semanal, às 5ªas feiras, do Director-Adjunto José Lagiosa

 

 

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