Castelo Branco e Estremadura candidatam região a Reserva da Biosfera da UNESCO

A TERRITÓRIOS RECONHECIDOS PELO USO E PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

As regiões de Castelo Branco, em Portugal, e da Estremadura, em Espanha, vão apresentar na UNESCO uma candidatura transfronteiriça do Tejo Internacional a Reserva da Biosfera.

A proposta de candidatura do Tejo Internacional a Reserva da Biosfera Transfronteiriça foi ontem apresentada na Câmara de Castelo Branco.

O presidente do município de Castelo Branco, Luís Correia, disse que esta candidatura “não é mais do que o reconhecimento de um território que assenta num crescimento sustentável”.

Luís Correia

Luís Correia

“A Reserva da Biosfera não traz qualquer restrição à gestão ou ao desenvolvimento do território. Isto é, sobretudo, o reconhecimento de um território e a criação de uma marca reconhecida internacionalmente, que nos pode ajudar no nosso desenvolvimento”, disse o autarca.

A Reserva da Biosfera é um estatuto atribuído pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura a territórios pelo uso e preservação da biodiversidade.

Em Portugal, existem atualmente, sete Reservas da Biosfera, (Berlengas, Gerês-Xurés, Paul Boquilobo, Santana Madeira, Ilha do Corvo, Ilha das Flores e Ilha Graciosa e apenas uma delas é transfronteiriça (Gerês-Xurés).

Rui Melo, técnico do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), fez uma breve apresentação da proposta que está a ser ultimada para ser apresentada na UNESCO.

“Trata-se de uma espécie de selo de qualidade de áreas que têm o carimbo da UNESCO. A reserva traz maior visibilidade e notoriedade à região. Esta visibilidade tem benefícios e também responsabilidades”, adiantou.

Segundo o responsável do ICNF, as Reservas da Biosfera são locais privilegiados “para o turismo de natureza e rural, visitação, estímulo ao comércio de produtos tradicionais, certificação de produtos de qualidade e dinamização do empreendedorismo e das atividades económicas”.

InauguraçãoSinalização

Rui Melo explicou ainda que esta é uma candidatura do Estado português, sendo o ICNF a entidade que “faz o trabalho de campo e prepara todo o processo com as comunidades locais”.

A candidatura vai ser apresentada na UNESCO até ao final de 2014 e, caso seja aprovada, irá entrar em vigor em 2015.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

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