Nova liderança do PS no distrito de Castelo Branco reclama união

HORTENSE MARTINS NO ENCERRAMENTO DO CONGRESSO

Foi com um discurso de união que a nova presidente da Federação de Castelo Branco do PS, Hortense Martins, encerrou o XVI Congresso Federativo, apesar de, dos 157 delegados com capacidade eleitoral somente terem votado cerca de 117 para os órgãos da federação, a Comissão Política Distrital (CPD), a Comissão de Jurisdição e a Comissão de Fiscalização Económica e Financeira.

Hortense Martins Foto: Beira Baixa TV

Hortense Martins Foto: Beira Baixa TV

A lista única apresentada, para a CPD, resultante de uma negociação entre Hortense Martins e João Paulo Catarino, recolheu somente 95 votos, sendo que foram expressos 11 votos brancos e 11 nulos, segundo informações recolhidas pelo Jornal de Oleiros, o que dá uma abstenção de votantes, superior a 25%.

Perante estes dados de votação parece que a união tão reclamada no discurso de encerramento, feito perante uma sala com muito poucos delegados, é mais uma declaração de intenções do que uma realidade sustentada, o que pressupõe um enorme esforço, para uma mandato que terá uma duração pouco superior a ano e meio, segundo os regulamentos do partido.

Durante a manhã do Congresso Foto: Beira Baixa TV

Durante a manhã do Congresso Foto: Beira Baixa TV

Ao longo do dia de trabalho foram muitas as intervenções dissonantes, em relação, às práticas usadas durante o processo eleitoral, nomeadamente em relação à concelhia de Castelo Branco, salientando-se, entre elas, a de José Lagiosa, membro da CPD cessante, membro da Comissão Nacional do PS e apoiante de João Paulo Catarino, nesta disputa eleitoral, anunciou ter recusado integrar uma lista conjunta e anunciando ter tomado “uma decisão de me afastar, por período indeterminado, da política partidária distrital”, manifestando no entanto, estar “atento e disponível para apoiar no futuro, projetos com os quais me identifique plenamente”.

Mas José Lagiosa não foi a única voz dissonante. Outras houve que, fizeram intervenções polémicas, nomeadamente a de José Sanches Pires, que fez um discurso muito ideológico e cáustico em relação aos últimos anos de direção política da Distrital do PS e Carlos Casteleiro que aproveitou o congresso para palco de campanha eleitoral de António Costa, ele que já foi apoiante de Seguro e que alterou o seu apoio no início desta “corrida” à Federação do Partido Socialista.

João Proença

João Proença

A reunião magna dos socialistas do distrito de Castelo Branco terminou com uma intervenção do Secretário Nacional do PS, João Proença, na qual realçou a “grande vitória do partido” que é já o processo das Primárias, com a abertura aos portugueses da escolha do candidato socialista ao cargo de primeiro-ministro de Portugal e que conta com uma adesão de mais de 150.000 simpatizantes o que perfaz um universo de 250.000 mil eleitores, habilitados a fazer esta escolha no próximo domingo dia 28 de setembro.

“Um momento histórico na democracia em Portugal”, disse João Proença.

 

 

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