Uma grande vitória

Inquietude

Uma grande vitória

Quando, há alguns meses, António José Seguro propôs à Comissão Nacional do Partido Socialista, o resolver de uma situação criada por António Costa anómala em função do que é a normalidade e a prática de 40 anos no PS, através de uma escolha feita não só pelos militantes com quotas em dia mas também a um universo de simpatizantes e militantes que habitualmente nunca são chamados a ter voz na vida do partido, muitas vozes se levantaram e se insurgiram contra esta abertura.

Primárias PS

Hoje com o processo de recenseamento praticamente encerrado e 150.000 inscritos, para além dos 90.000 militantes, já alguns, dos que então se insurgiram com a ousadia e coragem do Secretário-Geral do PS, vêm reclamar, para eles, uma vitória acerca deste processo. Autêntico aproveitamento daquilo que ainda há muito pouco tempo desdenhavam. A vitória é, acima de tudo, do Partido Socialista e a haver a pessoalização do êxito desta iniciativa ela é, acima de tudo, de António José Seguro. Pelos horizontes abertos, pela capacidade de inovar e propor algo que seria impensável há pouco mais de três anos.

Seguro soube ler os resultados, abstenção inclusive, das Europeias e encontrar uma proposta que desse não só resposta à tentativa de tomada do poder por parte de Costa mas sobretudo que respondesse na prática aos sinais de advém dessa mesma leitura dos resultados eleitorais das europeias.

Seguro con símbolo

E aí está um mar de gente a responder positivamente ao desafio. Com convicção da resposta que estão a dar ou como dizia Seguro em entrevista ao jornal i, do passado sábado “Há muita gente fora da tal Lisboa – a dos salões de alcatifa vermelha – de uma enorme qualidade”.

A qualidade que lhes vem da honestidade, do trabalho, da perseverança, da luta, do isolamento em muitos casos, da moral, dos bons costumes e da lealdade para com os seus iguais. Seguro representa para muitos deles, isso mesmo.

SEGURO

Mas sobretudo representa a coragem que representa ser do Interior, de zonas despovoadas, desprotegidas e nestes últimos três anos de governação abandonadas. Muitos portugueses olham para Seguro, não como mais um, mas um que quer mudar o sistema, afastar da política a promiscuidade, entre política e negócios.

Devolver à política a nobreza que deve estar na sua génese é uma das mais importantes consequências do papel destas Primárias para escolha do candidato do PS ao cargo de primeiro-ministro.

* José Lagiosa, Director – Adjunto, escreve às 5ªas Feiras INQUIETUDE
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