Passos Coelho diz que UE tem “défice” de transformações e mudanças estruturais

EM CASTELO BRANCO EM AÇÃO PARTIDÁRIA

O presidente do PSD disse ontem, em Castelo Branco, que a União Europeia (UE), tem um “défice muito grande” de “transformações e de mudanças estruturais que têm de ser feitas”.

“A UE, na qual estamos integrados, tem ainda um défice muito grande de transformações e de mudanças estruturais que têm que ser feitas”, afirmou.

Pedro Passos Coelho sublinhou que “alguns acham que, como isso acontece, devíamos aproveitar essa oportunidade para sermos menos exigentes, para adiarmos algumas reformas, para não baixar o défice”.

Passos Coelho e Manuel Frexes

Passos Coelho e Manuel Frexes Foto: Beira Baixa TV

“Ora, é bom dizer que a crise na Europa não passará, enquanto os outros países que tem perdido oportunidades, não fizerem as reformas que nós fizemos”, sustentou.

O líder do PSD, que falava durante a tomada de posse dos órgãos da Comissão Distrital de Castelo Branco, acrescentou ainda que não quer dizer que todos têm que ser sujeitos ao mesmo tratamento.

Contudo, considerou ser benéfico para todos, “que essas reformas sejam feitas da mesma maneira que um dia, se a Espanha, a Grécia, Portugal e a Irlanda não as fizessem, poderia haver um risco e a zona euro podia afundar-se na recessão”.

“Acho que agora podemos dizer aos outros, façam o que nós fizemos para que não nos venham a prejudicar na expetativa que nós temos, em ter uma UE mais forte e a crescer sustentadamente”, disse.

O social-democrata admitiu, no entanto, que “devemos ser práticos”, pois “não somos nós que vamos fazer as reformas dos outros países”.

“Portanto, devemos confiar nessa solidariedade europeia, porque a solidariedade não é só dinheiro, é também que cada um assuma as suas responsabilidades, solidariamente”, adiantou.

Ricardo Aires, José Farinha Nunes e Paulo Fernandes

Ricardo Aires, José Farinha Nunes e Paulo Fernandes Foto: Beira Baixa TV

Porém, Passos Coelho admitiu que as expetativas de crescimento nos próximos tempos, “não são ao nível que nós precisaríamos para que a nossa recuperação fosse mais forte”.

E, nesse sentido, disse ser importante “continuar a manter uma estratégia clara de voltar a forçar, não um estatuto periférico na Europa de Portugal, mas uma centralidade de Portugal, marcada entre a Europa, os Estados Unidos da América, o México, o Canadá e a América do Sul”.

“O mundo está a crescer de uma forma muito intensa nessas regiões e nós também precisamos crescer a esse ritmo”, sublinhou.

O presidente do PSD sublinhou que faz parte da obrigação do Estado e do Governo “garantir que a nossa política externa esteja ao serviço do nosso interesse estratégico”.

“Somos europeus, desejamos que a Europa se reforme, se fortaleça porque isso nos ajuda também a crescer, mas não podemos deixar de olhar para os mercados que estão fora da Europa”, alertou.

*Jornal de Oleiros/Lusa

 

 

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