Filarmónica e escola do Fundão lançam projeto para criar banda escolar

PROJETO INOVADOR

A Sociedade Filarmónica Silvarense e a Escola Básica de Silvares, no concelho do Fundão, vão lançar um projeto que tem como objetivos criar uma banda de música escolar e “cativar futuros elementos” para a banda da localidade.

silvarense

“Este é um projeto inovador, que trará o ensino de música à escola e que também contribuirá para que esta se afirme de forma diferenciadora relativamente a outras instituições”, sublinhou Carlos Salazar, maestro da Sociedade Filarmónica Silvarense, entidade promotora, que assinou hoje o protocolo de colaboração com as entidades parceiras e patrocinadoras: o Agrupamento de Escolas Gardunha e Xisto (que integra a escola básica de Silvares), a Câmara Municipal do Fundão e uma marca de instrumentos musicais.

Com a denominação de “ClassBand”, este projeto prevê a criação de uma espécie de disciplina, na qual os alunos vão aprender vários instrumentos de sopro, designadamente a flauta, o clarinete, o saxofone, o trompete, o trombone, a trompa e o bombardino, entre outros.

“Queremos contribuir para aprofundar a motivação e o entusiasmo pela música juntos dos alunos”, referiu Carlos Salazar, especificando que o projeto abarcará “praticamente todos os alunos” que frequentam, aquela escola, que integra 1.º, 2.º e 3.º, ciclos.

Carlos Salazar

Carlos Salazar

Este responsável esclareceu que a “ClassBand” é inspirada em trabalhos que já são levados a cabo quer noutros países, quer a nível nacional, e nos quais a aprendizagem do instrumento é realizada em aulas coletivas de forma “descontraída”, integrando pequenas apresentações públicas.

“A aprendizagem é feita aqui [escola] e o aluno não terá aquela pressão de ter de ir estudar para casa, porque o objetivo é, acima de tudo, aprender música de forma divertida e com base na entreajuda entre colegas”, apontou.

Este responsável mostrou-se ainda convicto de que a concretização do projeto poderá contribuir para cativar novos elementos para a banda que dirige: “A experiência diz-nos que no final são vários os alunos que continuam ligados à música”, disse.

*Jornal de Oleiros/Lusa
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