INQUIETUDE – Cultura Democrática ou talvez não

Inquietude

Cultura democrática ou talvez não

Pensava que quarenta anos depois do 25 de Abril, não fosse possível assistir àquilo que testemunhei nas últimas semanas, a propósito das eleições federativas do Partido Socialista no distrito de Castelo Branco.

Foi, é e será para sempre uma história surrealista, aquela que ficará, porque impensável, num partido democrático a quem dei tudo, durante muitos anos, em troca de nada. Bastava-me ter a consolação de um partido de pessoas com cultura democrática, com dirigentes responsáveis e afinal à primeira oportunidade deparo com as mais inacreditáveis cenas dignas da época pidesca, com ameaças, pressões, mensagens estranhas e o mais que a história partidária um dia irá contar. Dirão alguns, que estou a exagerar. Não, infelizmente, não estou. Até porque estes não são os exemplos que durante anos dei e transmiti.

Assédio

Assédio

Estas não são afirmações avulsas ou imbuídas de espírito revanchista. Não, porque as atitudes deploráveis a que assistimos têm nomes, autores e protagonistas.

O que se tem passado, nas últimas semanas, são a prova que o unanimismo bacoco, que tem dominado o poder e a liderança partidária, tanto a nível concelhio, como distrital, estava a tornar-se perigoso e importava apresentar uma candidatura alternativa. 

Liberdade

Liberdade

Aliás, a alternância democrática, é um dos pilares da própria democracia. A eternização no Poder pode conduzir, e aqui está um bom exemplo, a comportamentos equívocos, desviantes e anormais num sistema democrático. Em boa hora esta eleição apresenta a pluralidade de duas candidaturas.

Nada será como antes. Vença quem vencer, fica provado que o medo, a arrogância, a presunção de impunidade, o desvario, a cegueira do poder, não são bons conselheiros e que uma luta limpa é a única digna.

Sem truques, jogos baixos, jogadas e calculismos de secretaria. Contra tudo isto lutámos, sem medo, porque somos um conjunto de mulheres e homens livres e porque a força da liberdade que brota dos nossos corações tem mais força, muito mais força, para afirmar a liberdade, a democracia e a sã convivência democrática.

Sabemos que esta saga ainda não terminou. Falta o dia H. Sábado a tentativa desesperada para manter o Poder efémero, porque todo ele o é, tem o seu derradeiro episódio. Mas os militantes serão as testemunhas dessa ousadia.

Agradeço do fundo do coração a todos e a todas que se juntaram a nós na afirmação destes valores, na certeza que as mulheres e os homens que irão decidir o futuro próximo dos socialistas do distrito saberão fazer a escolha acertada, no próximo sábado.

Viva a Liberdade, viva a Democracia! 

* José Lagiosa, Director – Adjunto, escreve às 5ªas Feiras INQUIETUDE

José Lagiosa

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1ºde Maio...

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